O Edital pode ser acessado pelo link: http://www.tjpb.jus.br/carga_diario/carga_documentos.download?p_file=dj_27_08_2009.pdf
Os estudantes do Ensino Médio e Superior, interessados em ingressar no programa de estágio remunerado do Tribunal de Justiça da Paraíba, poderão conferir o edital para abertura de inscrições e realização do processo seletivo, pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), no Diário da Justiça desta quinta-feira (27). O site do TJPB também vai disponibilizar o arquivo para download.
A seleção é para o preenchimento de 455 vagas de estagiários nas áreas de Direito, Administração, Ciências Contábeis, Arquivologia, Biblioteconomia, Economia, Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas), Serviço Social, Psicologia, Pedagogia, Cursos Técnico em Informática, Cursos Superiores em Informática, Arquitetura e Engenharia Civil. As vagas serão distribuídas entre o TJPB e Fóruns de diversas comarcas, e 10%, por curso, serão destinadas a candidatos portadores de necessidades especiais.
As inscrições serão gratuitas e ficarão abertas no período de 31 de agosto a 11 de setembro através do site oficial do CIEE – www.ciee.org.br
. Após o cadastro, o aluno deverá entregar, em mãos, ou por representante com procuração, a ficha impressa e assinada nas sedes do Centro, das 8h às 17h. As provas serão realizadas nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos e Sousa, sob a responsabilidade do CIEE.
O estudante, para participar do programa de estágio, deve comprovar, mediante declaração da instituição de ensino superior, que se acha matriculado no sétimo período em diante, ou equivalente, para cursos com graduação em dez períodos (ou cinco anos); e no quinto período em diante, ou equivalente, para os cursos com graduação em até oito períodos (ou quatro anos); e para os estágios em nível médio profissionalizante, deve comprovar, mediante declaração da instituição, que se acha matriculado no segundo ano do curso.
Segundo o edital, o estágio terá uma carga horária de 4 horas diárias, que equivale a 20 horas semanais, em um único turno, compatibilizando-se com o horário oficial de expediente do Poder Judiciário, devendo o candidato aprovado fazer sua opção de horário quando da convocação.
Provas – As provas serão realizadas no horário das 8 às 12 horas, exceto em Guarabira que será aplicada das 13 às 17 horas. Em João Pessoa, será no dia 20 de setembro, no Instituto de Educação Superior da Paraíba (IESP). Em Campina Grande, acontecerá no dia 27, na União de Ensino Superior de Campina Grande (UNESC). No dia 23, serão aplicadas as provas em Guarabira, no Campus III, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Em Patos, ocorrerão no dia 29 de setembro, na Faculdade Integrada de Patos (FIP). No dia 1º de outubro, será a vez de Sousa, na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
Serão considerados habilitados os candidatos que obtiverem na prova objetiva, pelo menos 50% de acertos. Na hipótese de igualdade na nota, serão adotados os seguintes critérios de desempate: o candidato com maior número de pontos no CRE (Coeficiente de Rendimento Escolar) referente ao semestre ou ano que o candidato esteja cursando; o maior tempo de estágio em outras instituições ou no próprio Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, desde que, na área em que o aluno estiver se candidatando na presente seleção, o que deverá ser comprovado por declaração em papel timbrado da concedente de estágio com indicação do período.
O aproveitamento dos candidatos aprovados obedecerá, rigorosamente, à ordem de classificação final. O processo seletivo para a escolha de estagiários terá validade de um ano, contado da publicação do resultado final.
Valor das bolsas - Ainda segundo o edital, o estagiário receberá bolsa-auxílio e auxílio-transporte correspondente a: estagiário de curso de nível superior, bolsa-auxílio de R$ 430,00 mensais, bem como o valor de R$ 30,00 mensais referente ao auxílio transporte. Já o estagiário de curso profissionalizante de ensino médio, bolsa-auxílio de R$ 380,00 mensais, bem como o valor de R$ 30,00 mensais referente ao auxílio-transporte.
O TJPB poderá descontar da bolsa-auxílio do estagiário à razão de 1/30 (um trinta avos) a cada falta eventualmente verificada e que não apresente, a seu exclusivo critério, justificativa plausível.
Expectativa de direito - O edital dispõe que a classificação no processo seletivo gera para o aluno apenas a expectativa de direito à celebração do contrato de estágio, reservando-se à administração do Tribunal o direito de chamar os aprovados de acordo com o artigo 26 do Ato da Presidência do TJPB nº 043/2009.
Postado pela professora Lourdinha Dantas.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Dica
Portal reúne dicas sobre cinema
Quem quer trabalhar com cinema encontra no Portal Tela Brasil (www.telabr.com.br) uma série de entrevistas, dicas, oficinas e podcasts feitos por cineastas e técnicos.
A proposta é "levar os segredos da sétima arte para perto de você". Na seção podcast, Luiz Bolognesi, roteirista de "Chega de Saudade" e idealizador do portal, ao lado da diretora Laís Bodanzky, conta como começou a atuar no cinema. Um dos próximos entrevistados será o diretor Walter Carvalho.
Fonte: FSP - 26.08.08
Postado pela professora Lourdinha Dantas.
Quem quer trabalhar com cinema encontra no Portal Tela Brasil (www.telabr.com.br) uma série de entrevistas, dicas, oficinas e podcasts feitos por cineastas e técnicos.
A proposta é "levar os segredos da sétima arte para perto de você". Na seção podcast, Luiz Bolognesi, roteirista de "Chega de Saudade" e idealizador do portal, ao lado da diretora Laís Bodanzky, conta como começou a atuar no cinema. Um dos próximos entrevistados será o diretor Walter Carvalho.
Fonte: FSP - 26.08.08
Postado pela professora Lourdinha Dantas.
Programa organiza e edita suas fotografias
José Antonio Ramalho
canalaberto@uol.com.br
Usuários de câmeras fotográficas digitais tiram muitas fotos, mas o destino dado a elas pode não ser nobre. Muitas vezes pastas e pastas de fotos são criadas nos discos rígidos, mas o acesso a elas acaba sendo deixado de lado.
Não é fácil organizar e editar tantas fotos. Mas, se você tiver um bom programa e se ele ainda for gratuito, essa tarefa pode ficar mais atraente.
O StudioLine Photo Classic 3 é um desses programas. Por um tempo não determinado, o fabricante oferece números de série gratuitos mediante um cadastro feito no site.
Você só precisa entrar com o seu nome completo e seu e-mail para obter um código de acesso irrestrito ao programa.
Para isso, você deve acessar o seguinte endereço: https://store.studioline.net/?Document=ActivateFotoFW3.asp. Uma vez lá, preencha os dados corretamente. Você receberá um número de série, ou código alfanumérico de 25 caracteres, em seu e-mail.
A versão gratuita do programa pode ser baixada em www.baixaki.com.br/download/studioline-photo-classic-3-ff.htm.
Depois de instalar o programa, você deve digitar o número recebido no local indicado durante a primeira execução do StudioLine Photo Classic 3. Clique em Activate now e depois em Activate para fornecer o código recebido por e-mail.
O programa é um visualizador e catalogador de imagens. Você precisa carregar as imagens do computador.
Para isso, clique em File e, em seguida, clique em Insert para carregar imagens. Se uma câmera for conectada ao micro, será possível capturar essas imagens .
Edição
Para editar uma imagem, clique sobre uma delas e, na barra de ferramentas logo acima das imagens, selecione o modo Edit. Será exibido um menu com diversas ferramentas, que podem ser aplicadas na foto.
No menu do lado direito, cada uma das ferramentas selecionadas é aberta para que você possa controlar os atributos de cada uma delas.
Ao aplicar os efeitos modificando valores ou controles da ferramenta, a imagem é alterada para refletir as mudanças. O programa sempre mantém a imagem original.
Se você der um duplo clique sobre uma imagem que foi alterada, verá uma janela em que poderá visualizar a imagem original e a imagem modificada. Por meio do menu File, é possível exportar a imagem alterada salvando-a como uma nova imagem.
O programa é bastante completo. Por isso, pode levar algum tempo para o leitor se acostumar com seus recursos. Uma lida no manual on-line pode encurtar todo o processo.
Fonte: FSP - 26.08.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas
canalaberto@uol.com.br
Usuários de câmeras fotográficas digitais tiram muitas fotos, mas o destino dado a elas pode não ser nobre. Muitas vezes pastas e pastas de fotos são criadas nos discos rígidos, mas o acesso a elas acaba sendo deixado de lado.
Não é fácil organizar e editar tantas fotos. Mas, se você tiver um bom programa e se ele ainda for gratuito, essa tarefa pode ficar mais atraente.
O StudioLine Photo Classic 3 é um desses programas. Por um tempo não determinado, o fabricante oferece números de série gratuitos mediante um cadastro feito no site.
Você só precisa entrar com o seu nome completo e seu e-mail para obter um código de acesso irrestrito ao programa.
Para isso, você deve acessar o seguinte endereço: https://store.studioline.net/?Document=ActivateFotoFW3.asp. Uma vez lá, preencha os dados corretamente. Você receberá um número de série, ou código alfanumérico de 25 caracteres, em seu e-mail.
A versão gratuita do programa pode ser baixada em www.baixaki.com.br/download/studioline-photo-classic-3-ff.htm.
Depois de instalar o programa, você deve digitar o número recebido no local indicado durante a primeira execução do StudioLine Photo Classic 3. Clique em Activate now e depois em Activate para fornecer o código recebido por e-mail.
O programa é um visualizador e catalogador de imagens. Você precisa carregar as imagens do computador.
Para isso, clique em File e, em seguida, clique em Insert para carregar imagens. Se uma câmera for conectada ao micro, será possível capturar essas imagens .
Edição
Para editar uma imagem, clique sobre uma delas e, na barra de ferramentas logo acima das imagens, selecione o modo Edit. Será exibido um menu com diversas ferramentas, que podem ser aplicadas na foto.
No menu do lado direito, cada uma das ferramentas selecionadas é aberta para que você possa controlar os atributos de cada uma delas.
Ao aplicar os efeitos modificando valores ou controles da ferramenta, a imagem é alterada para refletir as mudanças. O programa sempre mantém a imagem original.
Se você der um duplo clique sobre uma imagem que foi alterada, verá uma janela em que poderá visualizar a imagem original e a imagem modificada. Por meio do menu File, é possível exportar a imagem alterada salvando-a como uma nova imagem.
O programa é bastante completo. Por isso, pode levar algum tempo para o leitor se acostumar com seus recursos. Uma lida no manual on-line pode encurtar todo o processo.
Fonte: FSP - 26.08.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas
DICAS
SITES REÚNEM DICAS E TIRAM DÚVIDAS SOBRE A REFORMA ORTOGRÁFICA
Pela internet, é possível esclarecer dúvidas sobre a reforma ortográfica. O Reforma Ortográfica (www.reformaortografica.com) se propõe a ser uma guia, com tabelas sobre acentuação, hífen e trema, por exemplo. No Ortografa (www.ortografa.com.br) você digita uma palavra ou uma frase, clica em Ortografa! e vê qual é a grafia correta pós-reforma.
Postado pela professora Lourdinha Dantas
Pela internet, é possível esclarecer dúvidas sobre a reforma ortográfica. O Reforma Ortográfica (www.reformaortografica.com) se propõe a ser uma guia, com tabelas sobre acentuação, hífen e trema, por exemplo. No Ortografa (www.ortografa.com.br) você digita uma palavra ou uma frase, clica em Ortografa! e vê qual é a grafia correta pós-reforma.
Postado pela professora Lourdinha Dantas
Anúncios massacram sossego paterno
HÉLIO SCHWARTSMAN
DA EQUIPE DE ARTICULISTAS
Na condição de pai de um par de vorazes consumidores de sete anos, fico tentado a apoiar toda e qualquer iniciativa que limite a publicidade dirigida à garotada, não apenas de produtos alimentícios como também de brinquedos, jogos etc.
Como cidadão de uma República regida por princípios constitucionais e leis, entretanto, preocupam-me empreitadas que possam resultar numa tutela indevida do Estado sobre agentes privados.
Anunciar para crianças é uma atitude meio covarde. Elas não têm renda nem espírito crítico e são puro desejo. Acrescente-se a isso sua enorme capacidade de azucrinar os pais, e temos a receita para um massacre contra o sossego paterno.
A propaganda verdadeiramente ética de produtos infantis deveria ser dirigida aos genitores e não à garotada, assim como a publicidade de remédios é orientada aos médicos, não ao paciente. Não foi por outra razão que a Suécia e a Noruega baixaram normas simplesmente proibindo anúncios endereçados a crianças.
Enquanto a discussão por aqui se dá no âmbito da autorregulamentação, não há o que opor. Se a própria indústria propõe novas regras, mesmo que seja para não mudar nada, ela está apenas exercendo seu direito de simular o bom-mocismo -o que é legítimo.
A situação muda de figura quando se considera que a Anvisa estuda adotar normas contra a publicidade de alimentos, sob a argumentação de que muitos fazem mal à saúde.
É claro que fazem, mas há limites para a interferência do Estado. No caso da propaganda comercial, ele é dado pelo artigo 220 da Constituição, que prevê a possibilidade de restrições legais só para "tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias". Para tudo o mais, vale a regra geral de plena tolerância criativa.
No que diz respeito às liberdades pessoais, as fronteiras são menos explícitas. Um bom marco é o proposto pelo filósofo John Stuart Mill, segundo o qual cada indivíduo é soberano para decidir o que faz consigo próprio; o Estado só pode intervir para evitar que dessas escolhas advenham males a terceiros. Ou seja, é permitido encharcar-se de álcool ou tabaco, mas não dirigir embriagado ou fumar em espaços públicos.
Quanto aos pequenos, bem, os pais precisam servir para alguma coisa. Educar implica dizer alguns sins e muitos nãos.
Fonte: Folha de São Paulo - Edição de 26.08.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas
DA EQUIPE DE ARTICULISTAS
Na condição de pai de um par de vorazes consumidores de sete anos, fico tentado a apoiar toda e qualquer iniciativa que limite a publicidade dirigida à garotada, não apenas de produtos alimentícios como também de brinquedos, jogos etc.
Como cidadão de uma República regida por princípios constitucionais e leis, entretanto, preocupam-me empreitadas que possam resultar numa tutela indevida do Estado sobre agentes privados.
Anunciar para crianças é uma atitude meio covarde. Elas não têm renda nem espírito crítico e são puro desejo. Acrescente-se a isso sua enorme capacidade de azucrinar os pais, e temos a receita para um massacre contra o sossego paterno.
A propaganda verdadeiramente ética de produtos infantis deveria ser dirigida aos genitores e não à garotada, assim como a publicidade de remédios é orientada aos médicos, não ao paciente. Não foi por outra razão que a Suécia e a Noruega baixaram normas simplesmente proibindo anúncios endereçados a crianças.
Enquanto a discussão por aqui se dá no âmbito da autorregulamentação, não há o que opor. Se a própria indústria propõe novas regras, mesmo que seja para não mudar nada, ela está apenas exercendo seu direito de simular o bom-mocismo -o que é legítimo.
A situação muda de figura quando se considera que a Anvisa estuda adotar normas contra a publicidade de alimentos, sob a argumentação de que muitos fazem mal à saúde.
É claro que fazem, mas há limites para a interferência do Estado. No caso da propaganda comercial, ele é dado pelo artigo 220 da Constituição, que prevê a possibilidade de restrições legais só para "tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias". Para tudo o mais, vale a regra geral de plena tolerância criativa.
No que diz respeito às liberdades pessoais, as fronteiras são menos explícitas. Um bom marco é o proposto pelo filósofo John Stuart Mill, segundo o qual cada indivíduo é soberano para decidir o que faz consigo próprio; o Estado só pode intervir para evitar que dessas escolhas advenham males a terceiros. Ou seja, é permitido encharcar-se de álcool ou tabaco, mas não dirigir embriagado ou fumar em espaços públicos.
Quanto aos pequenos, bem, os pais precisam servir para alguma coisa. Educar implica dizer alguns sins e muitos nãos.
Fonte: Folha de São Paulo - Edição de 26.08.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas
Indústria alimentícia faz restrição tímida à publicidade infantil
Acordo entre empresas só vale para programas cuja audiência seja predominantemente de crianças, o que quase não existe na TV
Em nenhum programa da TV aberta comercial o público de até 11 anos supera 30%; limitação também não vai atingir canais pagos infantis
MÁRCIO PINHO
DA REPORTAGEM LOCAL
ÂNGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DANIEL CASTRO
COLUNISTA DA FOLHA
Um grupo de 24 empresas do setor alimentício, entre elas McDonald's, Coca-Cola e Kellogg's, assinou ontem um acordo comprometendo-se a não fazer publicidade voltada a crianças de 0 a 12 anos em programas de TV em que 50% ou mais da audiência seja constituída por esse público. A regra vale para todas as mídias, como jornal, rádio, revista e internet.
A medida, contudo, pode se tornar inócua caso o documento seja seguido ao pé da letra. Isso porque nenhum programa da TV aberta comercial tem mais de 30% de seu público formado por pessoas de 4 a 11 anos, segundo dados do Ibope na Grande SP -que não mede audiência de telespectadores com menos de quatro anos.
Na TV Cultura, só dois programas ("Tudo sobre Animais" e "X-Tudo Mágica") se enquadram na restrição. Mas a Cultura, desde o final de 2008, não veicula publicidade comercial em sua programação infantil.
A limitação nem sequer consegue atingir canais pagos feitos especialmente para crianças. De cada cem telespectadores do Discovery Kids, na média das 7h às 18h, só 31 têm de 4 a 11 anos. No Cartoon Network, essa participação é um pouco maior: de cada cem telespectadores, 41 têm de 4 a 11 anos, segundo a medição do Ibope nos oito maiores mercados de TV paga, de janeiro a 2 de agosto.
O anúncio é feito quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realiza consulta pública de uma proposta com mais restrições -como veto ao uso de desenhos na propaganda de alimentos com muito açúcar ou gordura.
A autorregulamentação anunciada ontem é semelhante a acordos firmados na União Europeia e nos EUA em relação à publicidade de alimentos para crianças.
A Anvisa e órgãos de defesa do consumidor consideraram a medida positiva. Porém, dizem que não é suficiente, principalmente porque deixa brechas.
"Não deixa de ser um reconhecimento de que as crianças são mais vulneráveis e precisam ser protegidas", disse Isabella Henriques, do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana (ONG que atua na área de educação e cultura).
Isabella e a advogada Daniela Trettel, do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), contudo, dizem que é necessária a regulamentação por parte da Anvisa, porque evitará brechas.
A Anvisa aprovou a iniciativa, mas criticou o percentual mínimo de público infantil estabelecido. A resolução da entidade deve ser publicada neste ano.
Fonte: Folha de São Paulo - Edição de 26.08.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas.
Em nenhum programa da TV aberta comercial o público de até 11 anos supera 30%; limitação também não vai atingir canais pagos infantis
MÁRCIO PINHO
DA REPORTAGEM LOCAL
ÂNGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DANIEL CASTRO
COLUNISTA DA FOLHA
Um grupo de 24 empresas do setor alimentício, entre elas McDonald's, Coca-Cola e Kellogg's, assinou ontem um acordo comprometendo-se a não fazer publicidade voltada a crianças de 0 a 12 anos em programas de TV em que 50% ou mais da audiência seja constituída por esse público. A regra vale para todas as mídias, como jornal, rádio, revista e internet.
A medida, contudo, pode se tornar inócua caso o documento seja seguido ao pé da letra. Isso porque nenhum programa da TV aberta comercial tem mais de 30% de seu público formado por pessoas de 4 a 11 anos, segundo dados do Ibope na Grande SP -que não mede audiência de telespectadores com menos de quatro anos.
Na TV Cultura, só dois programas ("Tudo sobre Animais" e "X-Tudo Mágica") se enquadram na restrição. Mas a Cultura, desde o final de 2008, não veicula publicidade comercial em sua programação infantil.
A limitação nem sequer consegue atingir canais pagos feitos especialmente para crianças. De cada cem telespectadores do Discovery Kids, na média das 7h às 18h, só 31 têm de 4 a 11 anos. No Cartoon Network, essa participação é um pouco maior: de cada cem telespectadores, 41 têm de 4 a 11 anos, segundo a medição do Ibope nos oito maiores mercados de TV paga, de janeiro a 2 de agosto.
O anúncio é feito quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realiza consulta pública de uma proposta com mais restrições -como veto ao uso de desenhos na propaganda de alimentos com muito açúcar ou gordura.
A autorregulamentação anunciada ontem é semelhante a acordos firmados na União Europeia e nos EUA em relação à publicidade de alimentos para crianças.
A Anvisa e órgãos de defesa do consumidor consideraram a medida positiva. Porém, dizem que não é suficiente, principalmente porque deixa brechas.
"Não deixa de ser um reconhecimento de que as crianças são mais vulneráveis e precisam ser protegidas", disse Isabella Henriques, do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana (ONG que atua na área de educação e cultura).
Isabella e a advogada Daniela Trettel, do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), contudo, dizem que é necessária a regulamentação por parte da Anvisa, porque evitará brechas.
A Anvisa aprovou a iniciativa, mas criticou o percentual mínimo de público infantil estabelecido. A resolução da entidade deve ser publicada neste ano.
Fonte: Folha de São Paulo - Edição de 26.08.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O futuro chegou (ou quase): Pepsi cria anúncio impresso com vídeo
Em mais um daqueles casos de “eu fiz primeiro!”, a Pepsi vai veicular um anúncio impresso com vídeo na edição de setembro da revista Entertainment Weekly. Em uma tela do tamanho da de um celular, serão exibidos clipes de séries da CBS, já que a Pepsi é a patrocinadora do horário nobre das segundas-feiras na emissora.
Quando abrir a página do anúncio na revista, o leitor verá um vídeo de introdução, com os atores de “The Big Bang Theory”, explicando como interagir com a peça. São cinco diferentes botões, que trazem clipes das séries “How I Met Your Mother,” “Two and a Half Men,” além de trailers de novas produções da CBS e, claro, um comercial da Pepsi.

Apenas os assinantes de Los Angeles e Nova York da Entertainment Weekly é que receberão a revista especial. Segundo a Americhip, fabricante do hardware utilizado no anúncio, o chip pode comportar até 40 minutos de vídeo. É a mesma tecnologia rudimentar aplicada naqueles cartões musicais de aniversário.
Apesar da “evolução” frente ao GIF animado da Esquire, obviamente não é nada parecido com aqueles jornais e revistas eletrônicas, que se atualizam em tempo real, que vimos em filmes como “Minority Report” e “Filhos da Esperança”. Mas o que importa mesmo para a Pepsi é poder dizer: “o primeiro anúncio de revista com vídeo do mundo”.
fonte: Brainstorm9
Postado pela professora Germana Samara.
Quando abrir a página do anúncio na revista, o leitor verá um vídeo de introdução, com os atores de “The Big Bang Theory”, explicando como interagir com a peça. São cinco diferentes botões, que trazem clipes das séries “How I Met Your Mother,” “Two and a Half Men,” além de trailers de novas produções da CBS e, claro, um comercial da Pepsi.

Apenas os assinantes de Los Angeles e Nova York da Entertainment Weekly é que receberão a revista especial. Segundo a Americhip, fabricante do hardware utilizado no anúncio, o chip pode comportar até 40 minutos de vídeo. É a mesma tecnologia rudimentar aplicada naqueles cartões musicais de aniversário.
Apesar da “evolução” frente ao GIF animado da Esquire, obviamente não é nada parecido com aqueles jornais e revistas eletrônicas, que se atualizam em tempo real, que vimos em filmes como “Minority Report” e “Filhos da Esperança”. Mas o que importa mesmo para a Pepsi é poder dizer: “o primeiro anúncio de revista com vídeo do mundo”.
fonte: Brainstorm9
Postado pela professora Germana Samara.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
CALENDÁRIO DE AVALIAÇÕES 2009.2
• Avaliação NP1 – 28/Set a 02 de Outubro de 2009
• Avaliação NP2 e DP´s – 23 a 27 de Novembro de 2009
• Prova Institucional Integrada – 03 de Dezembro de 2009
• Reposição PII – 04 de Dezembro de 2009
• Provas Substitutivas – 09 a 11 de Dezembro de 2009
• Provas Finais – 17 a 22 de Dezembro de 2009
• Avaliação NP2 e DP´s – 23 a 27 de Novembro de 2009
• Prova Institucional Integrada – 03 de Dezembro de 2009
• Reposição PII – 04 de Dezembro de 2009
• Provas Substitutivas – 09 a 11 de Dezembro de 2009
• Provas Finais – 17 a 22 de Dezembro de 2009
Oficina de Roteiro
O Ponto de Cultura Para'iwa Multivisualnet estará promovendo uma nova oficina de capacitação audiovisual em Roteiro Documentário. Ministrada pelo cineasta Arthur Lins, vencedor do prêmio Cineport de estímulo ao cinema paraibano pelo documentário O Fazedor de Filmes, que também recebeu prêmios no Festival de Porto Alegre em 2007. E diretor do recém lançado O Plano do Cachorro, ficção em 16mm que teve estreia no Festival Internacional de Huesca, na Espanha, e está concorrendo a prêmios no Kinoforum Festival Internacional de Curtas Metragens, em São Paulo. Ambos em parceria com Ely Marques.
Com o tema: Uma Esquina na Cidade, a oficina visa capacitar novos roteiristas através do estímulo à criatividade por meio de olhares diversos acerca das possibilidades de criação de histórias a partir do cotidiano da cidade de João Pessoa, suas personalidades, paisagens, esquinas e dinâmicas. Dividida em aulas práticas e teóricas, a oficina possibilita a todos os participantes a oportunidade de realizar vídeos de 3 (três) minutos de duração, no formato de interprogramas televisivos, vivenciando o processo de gravação e edição de imagens de seu roteiro.
A oficina é gratuita e ocorrerá no período de 17 a 21 de agosto de 2009 (aulas teóricas), das 9 às 13 horas, na sede do PARAIWA; e 25 e 26 de agosto (aulas práticas de filmagem)
Inscrições: de 11 a 15 de agosto, na Sede do Para'iwa Coletivo de Assessoria e Documentação; site: www.paraiwa.org.br; e por e-mail: paraiwa@gmail.com
A ficha de inscrição e outras informações estão no site.
Postado pela professora Lourdinha Dantas.
Com o tema: Uma Esquina na Cidade, a oficina visa capacitar novos roteiristas através do estímulo à criatividade por meio de olhares diversos acerca das possibilidades de criação de histórias a partir do cotidiano da cidade de João Pessoa, suas personalidades, paisagens, esquinas e dinâmicas. Dividida em aulas práticas e teóricas, a oficina possibilita a todos os participantes a oportunidade de realizar vídeos de 3 (três) minutos de duração, no formato de interprogramas televisivos, vivenciando o processo de gravação e edição de imagens de seu roteiro.
A oficina é gratuita e ocorrerá no período de 17 a 21 de agosto de 2009 (aulas teóricas), das 9 às 13 horas, na sede do PARAIWA; e 25 e 26 de agosto (aulas práticas de filmagem)
Inscrições: de 11 a 15 de agosto, na Sede do Para'iwa Coletivo de Assessoria e Documentação; site: www.paraiwa.org.br; e por e-mail: paraiwa@gmail.com
A ficha de inscrição e outras informações estão no site.
Postado pela professora Lourdinha Dantas.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Sobre as modas
DANUZA LEÃO
Não há mais lugar para a imaginação, a criatividade, para uma sacada de última hora; um mundo de clichês
HÁ MUITO, muito tempo, bacana era ser nobre; começava pela rainha, depois vinham as duquesas, condessas, marquesas etc. O tempo passou, cabeças foram cortadas, e os novos ricos foram os herdeiros, digamos assim, do que era a elite da época.
O tempo continuou passando; vieram os grandes industriais, os empresários, os donos de supermercado, os bicheiros, os marqueteiros, a indústria da moda, até mesmo os políticos, houve os yuppies e surgiu uma curiosa casta nova: a das celebridades. Desse grupo fazem parte atores de televisão, personagens da vida artística, jogadores de futebol, pagodeiros, sertanejos etc., e começaram a pipocar dezenas de revistas cujo objetivo é mostrar a intimidade dessas celebridades, contando os detalhes da vida (ou morte) de princesa Diana, Madonna ou Michael Jackson.
Quanto mais íntimos e escabrosos, melhor. Nesse admirável mundo novo, a moda tem uma enorme importância, e nesse quesito o que conta -mais que a elegância e o bom gosto- é saber de que grife é cada peça que está sendo usada; quanto custou cada uma todos sabem, já que são tão cultos. Um pequeno detalhe: quando duas celebridades se encontram, mesmo que nunca tenham se visto, se cumprimentam efusivamente.
Antes, muito antes, era diferente: um nobre, mesmo pobre, era respeitado por suas origens, pelo que teria sido feito por algum de seus antepassados. Mais tarde, os homens de negócios eram admirados por sua inteligência, sua capacidade em construir alguma coisa importante na vida. Agora as pessoas são definidas por símbolos, a saber: onde moram, a marca do sapato, da saia, da jaqueta, da bolsa, do relógio, do carro, se têm ou não Blackberry, para onde costumam viajar, em que hotéis se hospedam, a marca de suas malas, que restaurantes frequentam, aqui e quando viajam. Ninguém tem coragem de arriscar férias em um lugar novo, um restaurante que não é famoso, usar uma bolsa sem uma grife facilmente identificável.
Mas quem responder de maneira certa às tais indagações poderá, talvez, ser aceito na turma das celebridades. Acordei hoje falando muito do passado; acontece, vou continuar. Houve um tempo em que mulheres do maior bom gosto apareciam com uma bonita saia e uma amiga dizia "que linda, onde você comprou?".
Hoje, isso não existe mais, porque as pessoas -aquelas- não usarão jamais uma única peça de roupa que não seja grifada. Outro dia fui a um jantar em que havia umas 40 pessoas, sendo 20 mulheres. Dessas 20, dez usavam sapatos Louboutin, aquele que tem a sola vermelha. Preço do par, em São Paulo: R$ 10 mil. Estavam todas iguais, claro, mas o pior é ser avaliada e aceita pela cor da sola do sapato; demais, para minha cabeça.
O prazer -e o chique, a prova da capacidade de improvisar- era botar uma roupa bonita comprada em um mercado qualquer de Belém, Marrakech ou Istambul, e ser diferente. Hoje é preciso mostrar que folheou a revista que tem a informação do que está na moda e que tem dinheiro para comprar. E os jogadores de futebol e os pagodeiros, que não aprenderam o que é bonito na infância, porque eram pobres, nem na vida adulta, porque não deu tempo, olham as revistas, entram no Armani e fazem a festa, já que são também celebridades.
Não há mais lugar para a imaginação, a criatividade, para uma sacada de última hora, que faz com que uma determinada mulher seja a mais especial da noite. Eu não frequento este mundo, mas de vez em quando esbarro nele sem querer, e é difícil.
Um mundo de clichês; mas como tudo passa, estou esperando a hora de acordar e pensar que essa época não passou de um pesadelo.
Fonte: Folha de São Paulo - Edição de 09.08.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas
Não há mais lugar para a imaginação, a criatividade, para uma sacada de última hora; um mundo de clichês
HÁ MUITO, muito tempo, bacana era ser nobre; começava pela rainha, depois vinham as duquesas, condessas, marquesas etc. O tempo passou, cabeças foram cortadas, e os novos ricos foram os herdeiros, digamos assim, do que era a elite da época.
O tempo continuou passando; vieram os grandes industriais, os empresários, os donos de supermercado, os bicheiros, os marqueteiros, a indústria da moda, até mesmo os políticos, houve os yuppies e surgiu uma curiosa casta nova: a das celebridades. Desse grupo fazem parte atores de televisão, personagens da vida artística, jogadores de futebol, pagodeiros, sertanejos etc., e começaram a pipocar dezenas de revistas cujo objetivo é mostrar a intimidade dessas celebridades, contando os detalhes da vida (ou morte) de princesa Diana, Madonna ou Michael Jackson.
Quanto mais íntimos e escabrosos, melhor. Nesse admirável mundo novo, a moda tem uma enorme importância, e nesse quesito o que conta -mais que a elegância e o bom gosto- é saber de que grife é cada peça que está sendo usada; quanto custou cada uma todos sabem, já que são tão cultos. Um pequeno detalhe: quando duas celebridades se encontram, mesmo que nunca tenham se visto, se cumprimentam efusivamente.
Antes, muito antes, era diferente: um nobre, mesmo pobre, era respeitado por suas origens, pelo que teria sido feito por algum de seus antepassados. Mais tarde, os homens de negócios eram admirados por sua inteligência, sua capacidade em construir alguma coisa importante na vida. Agora as pessoas são definidas por símbolos, a saber: onde moram, a marca do sapato, da saia, da jaqueta, da bolsa, do relógio, do carro, se têm ou não Blackberry, para onde costumam viajar, em que hotéis se hospedam, a marca de suas malas, que restaurantes frequentam, aqui e quando viajam. Ninguém tem coragem de arriscar férias em um lugar novo, um restaurante que não é famoso, usar uma bolsa sem uma grife facilmente identificável.
Mas quem responder de maneira certa às tais indagações poderá, talvez, ser aceito na turma das celebridades. Acordei hoje falando muito do passado; acontece, vou continuar. Houve um tempo em que mulheres do maior bom gosto apareciam com uma bonita saia e uma amiga dizia "que linda, onde você comprou?".
Hoje, isso não existe mais, porque as pessoas -aquelas- não usarão jamais uma única peça de roupa que não seja grifada. Outro dia fui a um jantar em que havia umas 40 pessoas, sendo 20 mulheres. Dessas 20, dez usavam sapatos Louboutin, aquele que tem a sola vermelha. Preço do par, em São Paulo: R$ 10 mil. Estavam todas iguais, claro, mas o pior é ser avaliada e aceita pela cor da sola do sapato; demais, para minha cabeça.
O prazer -e o chique, a prova da capacidade de improvisar- era botar uma roupa bonita comprada em um mercado qualquer de Belém, Marrakech ou Istambul, e ser diferente. Hoje é preciso mostrar que folheou a revista que tem a informação do que está na moda e que tem dinheiro para comprar. E os jogadores de futebol e os pagodeiros, que não aprenderam o que é bonito na infância, porque eram pobres, nem na vida adulta, porque não deu tempo, olham as revistas, entram no Armani e fazem a festa, já que são também celebridades.
Não há mais lugar para a imaginação, a criatividade, para uma sacada de última hora, que faz com que uma determinada mulher seja a mais especial da noite. Eu não frequento este mundo, mas de vez em quando esbarro nele sem querer, e é difícil.
Um mundo de clichês; mas como tudo passa, estou esperando a hora de acordar e pensar que essa época não passou de um pesadelo.
Fonte: Folha de São Paulo - Edição de 09.08.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas
terça-feira, 4 de agosto de 2009
É tempo de mente sem fronteiras.
Além da tradicional campanha de Dia dos Pais, a TIM também buscou esse ano homenagear os padrastos, com comercial em linguagem de curta-metragem. O filme foi criado pela McCann Erickson.
Postado pela professora Germana Samara
Postado pela professora Germana Samara
sábado, 1 de agosto de 2009
As sete regras
ROBERTO RODRIGUES
Eis aí um senhor legado; vale a pena pensar nele e aplicá-lo como uma homenagem à grande pessoa que o deixou
O BRASIL perdeu recentemente um grande pensador, um educador formidável e um democrata valente, com a morte de Goffredo Telles Junior. Polêmico muitas vezes, em razão de suas convicções e da forma como as expunha, formou gerações de advogados orientados pelo seu conceito de que a ciência do direito é a ciência da comunhão entre os homens e também é a sabedoria da convivência.
Em uma aula de encerramento de curso na gloriosa São Francisco, o grande mestre fez questão de deixar um legado útil aos seus alunos, uma mensagem que também daria a seu filho se este lhe perguntasse quais as normas da convivência humana.
E as resumiu em sete regras que considerava essenciais: Primeira regra: "Ser simples de coração e atitude".
Queria com isso dizer que por mais poderoso possa alguém ser deve banir do coração a arrogância e a insolência. Propunha abafar o orgulho porque a essência humana é uma só, e o poder é passageiro.
Segunda regra: "Ser verdadeiro, mas não falar oracularmente".
E nessa regra firmava posição irredutível de compromisso com a verdade: nunca escamoteá-la, jamais traí-la, não adulterá-la, não se corromper. Sem a pretensão de ser o dono da verdade, é preciso entender que ela, por circunstâncias, pode até mudar, se prova cabal houver para isso. Portanto, pregar e praticar a verdade não significa ser oracular, absolutamente certo.
Terceira regra: "Saber ouvir, saber reconsiderar, saber confessar nosso engano".
Saber ouvir, segundo o mestre, não é só escutar: é adentrar o espírito das palavras ouvidas, entendê-las sem preconceito, mesmo discordando ou eventualmente duvidando. Dizia que quem sabe ouvir aprende a evoluir.
Quarta regra: "Não ferir o amor-próprio alheio". Essa é uma regra de ouro, porque a ferida do amor-próprio não se cura.
Daí que o cinismo e o sarcasmo são armas violentas que matam o entendimento e a amizade. Zombar de outrem é uma agressão inaceitável e muitas vezes covarde. Quinta regra: "Não atormentar o próximo com críticas ou lamúrias".
A crítica só faz sentido se for construtiva e nunca terá valor se praticada por inveja, despeito ou incapacidade de fazer bem feito.
A crítica como incentivo, sim, mas com muito cuidado, para não ofender e diminuir.
Quanto à lamúria, é sempre um desrespeito para o interlocutor otimista. O lamuriento é um chato, deve guardar suas penas só para si. Sua atitude é um lamento em si mesma. Sexta regra: "Evitar a intimidade".
E explicava que ser íntimo pode representar a invasão da alma, descerrar o mistério do coração do amigo, e isso é perigoso.
Se oferecida, a intimidade pode ser aceita com dignidade, mas buscá-la a qualquer preço destrói a amizade, inviabilizava a convivência. Ver por dentro a alma do amigo o transforma em vassalo, dominado, e isso é terrível para a relação.
Sétima regra: "Ser prestativo, sem se tornar intruso nem servo".
Aqui, o mestre pregava o amor em sua essência, cristão mesmo, buscando servir sem pedir compensação ou esperá-la. E servir somente quando precisam da gente, não impondo o serviço. Nem deixando que abusem do dedicado espírito colaborador. Servir sempre, em nome do bem e da verdade.
Eis aí um senhor legado! Vale muito a pena pensar nessas regras e aplicá-las para dar sentido à vida. Segui-las é também uma homenagem ao grande brasileiro que nos deixou.
ROBERTO RODRIGUES , 66, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Departamento de Economia Rural da Unesp - Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula). Escreve aos sábados, a cada 15 dias, nesta coluna.
Fonte: Folha de São Paulo - Edição de 1º.08.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas.
Eis aí um senhor legado; vale a pena pensar nele e aplicá-lo como uma homenagem à grande pessoa que o deixou
O BRASIL perdeu recentemente um grande pensador, um educador formidável e um democrata valente, com a morte de Goffredo Telles Junior. Polêmico muitas vezes, em razão de suas convicções e da forma como as expunha, formou gerações de advogados orientados pelo seu conceito de que a ciência do direito é a ciência da comunhão entre os homens e também é a sabedoria da convivência.
Em uma aula de encerramento de curso na gloriosa São Francisco, o grande mestre fez questão de deixar um legado útil aos seus alunos, uma mensagem que também daria a seu filho se este lhe perguntasse quais as normas da convivência humana.
E as resumiu em sete regras que considerava essenciais: Primeira regra: "Ser simples de coração e atitude".
Queria com isso dizer que por mais poderoso possa alguém ser deve banir do coração a arrogância e a insolência. Propunha abafar o orgulho porque a essência humana é uma só, e o poder é passageiro.
Segunda regra: "Ser verdadeiro, mas não falar oracularmente".
E nessa regra firmava posição irredutível de compromisso com a verdade: nunca escamoteá-la, jamais traí-la, não adulterá-la, não se corromper. Sem a pretensão de ser o dono da verdade, é preciso entender que ela, por circunstâncias, pode até mudar, se prova cabal houver para isso. Portanto, pregar e praticar a verdade não significa ser oracular, absolutamente certo.
Terceira regra: "Saber ouvir, saber reconsiderar, saber confessar nosso engano".
Saber ouvir, segundo o mestre, não é só escutar: é adentrar o espírito das palavras ouvidas, entendê-las sem preconceito, mesmo discordando ou eventualmente duvidando. Dizia que quem sabe ouvir aprende a evoluir.
Quarta regra: "Não ferir o amor-próprio alheio". Essa é uma regra de ouro, porque a ferida do amor-próprio não se cura.
Daí que o cinismo e o sarcasmo são armas violentas que matam o entendimento e a amizade. Zombar de outrem é uma agressão inaceitável e muitas vezes covarde. Quinta regra: "Não atormentar o próximo com críticas ou lamúrias".
A crítica só faz sentido se for construtiva e nunca terá valor se praticada por inveja, despeito ou incapacidade de fazer bem feito.
A crítica como incentivo, sim, mas com muito cuidado, para não ofender e diminuir.
Quanto à lamúria, é sempre um desrespeito para o interlocutor otimista. O lamuriento é um chato, deve guardar suas penas só para si. Sua atitude é um lamento em si mesma. Sexta regra: "Evitar a intimidade".
E explicava que ser íntimo pode representar a invasão da alma, descerrar o mistério do coração do amigo, e isso é perigoso.
Se oferecida, a intimidade pode ser aceita com dignidade, mas buscá-la a qualquer preço destrói a amizade, inviabilizava a convivência. Ver por dentro a alma do amigo o transforma em vassalo, dominado, e isso é terrível para a relação.
Sétima regra: "Ser prestativo, sem se tornar intruso nem servo".
Aqui, o mestre pregava o amor em sua essência, cristão mesmo, buscando servir sem pedir compensação ou esperá-la. E servir somente quando precisam da gente, não impondo o serviço. Nem deixando que abusem do dedicado espírito colaborador. Servir sempre, em nome do bem e da verdade.
Eis aí um senhor legado! Vale muito a pena pensar nessas regras e aplicá-las para dar sentido à vida. Segui-las é também uma homenagem ao grande brasileiro que nos deixou.
ROBERTO RODRIGUES , 66, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Departamento de Economia Rural da Unesp - Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula). Escreve aos sábados, a cada 15 dias, nesta coluna.
Fonte: Folha de São Paulo - Edição de 1º.08.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas.
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