Olá pessoal, só para relembrar, segue o conteúdo na nossa NP1 que será dia 03/04(sexta-feira). Todas as apostilas que trabalhamos em sala está no e-mail de vocês e na xerox da Faculdade. Boa sorte!
- Linguagem e Persuasão
- Figuras de linguagem no Texto Publicitário
- Objetivos de comunicação da publicidade
- Influencia do público-alvo na definição da linguagem
- Apelos básicos utilizados na propaganda
Germana Samara
segunda-feira, 30 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Apelos Básicos Utilizados na Propaganda
Em nossa última aula falamos sobre os apelos utilizados na propaganda, e comentamos sobre campanhas de produtos que fazem um resgaste ao nosso passado, gerando assim uma certa nostalgia e saudosismo, trabalhando um apelo mais emocional. E foi em cima disso que a Rainha relançou alguns tênis que fizeram grande sucesso nos anos 80. Os textos e o layout das peças também seguem a linha da década.



Germana Samara



Germana Samara
domingo, 22 de março de 2009
Essa é pra você...
Marketing Pessoal para Universitários
Por Ari Lima
jari_limaj@yahoo.com.br
O marketing pessoal está se tornando uma necessidade vital na carreira de todo profissional liberal. Mas qual será o momento mais oportuno de iniciar este conjunto de ações voltadas para a promoção da imagem pessoal e profissional?
Sabemos que, hoje em dia, em função da grande competitividade profissional, médicos, advogados, engenheiros, dentistas, psicólogos e profissionais em geral, precisam construir seus próprios espaços profissionais. No entanto, quanto mais cedo este profissional começar a preparar seu marketing pessoal, melhores serão suas chances quando tiver concluído o curso.
Muitos estudantes pensam em continuar os estudos fazendo um mestrado ou pós-graduação, tendo em vista a necessidade de estar melhor qualificado para disputar o mercado de trabalho, quando na verdade precisariam mesmo era de um bom marketing pessoal.
Defendemos que todo estudante comece a desenvolver seu marketing pessoal, desde o início de seu curso universitário. Inicie fazendo um planejamento completo de sua futura carreira, especificando cada aspecto e definindo:
• Objetivos pessoais, profissionais, financeiros;
• Foco de mercado: quem serão seus clientes, em que área específica gostaria de atuar;
• Em que tipos de empresas gostaria de fazer estágio, e como pretende conseguir estes estágios;
• Quem serão os professores (mentores), com o/os qual/is buscará maior aproximação, experiência e apoio;
• Qual o plano de estudo que desenvolverá visando se preparar melhor para disputar o mercado de trabalho;
• Como procederá para construir uma imagem positiva junto a colegas de faculdade, professores e empresas vinculadas à sua área de atuação;
• Como conseguirá uma maior exposição profissional.
Estas são apenas algumas das ações que precisará desenvolver ao longo de sua vida acadêmica. O fundamental é ter um plano e procurar desenvolvê-lo com o passar do tempo, adaptando-o às circunstâncias e oportunidades.
Utilize o estágio como um meio de conhecer as empresas de seu ramo, fazendo o possível para deixar sempre uma boa imagem profissional, pois poderá vir no futuro a disputar uma vaga já como profissional nestas empresas.
Também achamos fundamental o conhecimento do seu ramo com relação ao público alvo, às tendências futuras e aos movimentos passados. Este conhecimento poderá ser adquirido através de pesquisa junto a professores, internet, revistas especializadas, experiência nos estágios, etc.
A conclusão a que chegamos é a seguinte: o marketing pessoal não é uma decisão de projeção de imagem que se toma num instante específico da carreira profissional. Antes disso, é um conjunto de ações que se deve incorporar ao dia a dia de todo profissional, acrescentando esse procedimento às suas qualificações. Agindo assim, os estudantes poderão obter melhores resultados na profissão que escolherem.
Por Ari Lima
jari_limaj@yahoo.com.br
O marketing pessoal está se tornando uma necessidade vital na carreira de todo profissional liberal. Mas qual será o momento mais oportuno de iniciar este conjunto de ações voltadas para a promoção da imagem pessoal e profissional?
Sabemos que, hoje em dia, em função da grande competitividade profissional, médicos, advogados, engenheiros, dentistas, psicólogos e profissionais em geral, precisam construir seus próprios espaços profissionais. No entanto, quanto mais cedo este profissional começar a preparar seu marketing pessoal, melhores serão suas chances quando tiver concluído o curso.
Muitos estudantes pensam em continuar os estudos fazendo um mestrado ou pós-graduação, tendo em vista a necessidade de estar melhor qualificado para disputar o mercado de trabalho, quando na verdade precisariam mesmo era de um bom marketing pessoal.
Defendemos que todo estudante comece a desenvolver seu marketing pessoal, desde o início de seu curso universitário. Inicie fazendo um planejamento completo de sua futura carreira, especificando cada aspecto e definindo:
• Objetivos pessoais, profissionais, financeiros;
• Foco de mercado: quem serão seus clientes, em que área específica gostaria de atuar;
• Em que tipos de empresas gostaria de fazer estágio, e como pretende conseguir estes estágios;
• Quem serão os professores (mentores), com o/os qual/is buscará maior aproximação, experiência e apoio;
• Qual o plano de estudo que desenvolverá visando se preparar melhor para disputar o mercado de trabalho;
• Como procederá para construir uma imagem positiva junto a colegas de faculdade, professores e empresas vinculadas à sua área de atuação;
• Como conseguirá uma maior exposição profissional.
Estas são apenas algumas das ações que precisará desenvolver ao longo de sua vida acadêmica. O fundamental é ter um plano e procurar desenvolvê-lo com o passar do tempo, adaptando-o às circunstâncias e oportunidades.
Utilize o estágio como um meio de conhecer as empresas de seu ramo, fazendo o possível para deixar sempre uma boa imagem profissional, pois poderá vir no futuro a disputar uma vaga já como profissional nestas empresas.
Também achamos fundamental o conhecimento do seu ramo com relação ao público alvo, às tendências futuras e aos movimentos passados. Este conhecimento poderá ser adquirido através de pesquisa junto a professores, internet, revistas especializadas, experiência nos estágios, etc.
A conclusão a que chegamos é a seguinte: o marketing pessoal não é uma decisão de projeção de imagem que se toma num instante específico da carreira profissional. Antes disso, é um conjunto de ações que se deve incorporar ao dia a dia de todo profissional, acrescentando esse procedimento às suas qualificações. Agindo assim, os estudantes poderão obter melhores resultados na profissão que escolherem.
Por Ari Lima
jari_limaj@yahoo.com.br
O marketing pessoal está se tornando uma necessidade vital na carreira de todo profissional liberal. Mas qual será o momento mais oportuno de iniciar este conjunto de ações voltadas para a promoção da imagem pessoal e profissional?
Sabemos que, hoje em dia, em função da grande competitividade profissional, médicos, advogados, engenheiros, dentistas, psicólogos e profissionais em geral, precisam construir seus próprios espaços profissionais. No entanto, quanto mais cedo este profissional começar a preparar seu marketing pessoal, melhores serão suas chances quando tiver concluído o curso.
Muitos estudantes pensam em continuar os estudos fazendo um mestrado ou pós-graduação, tendo em vista a necessidade de estar melhor qualificado para disputar o mercado de trabalho, quando na verdade precisariam mesmo era de um bom marketing pessoal.
Defendemos que todo estudante comece a desenvolver seu marketing pessoal, desde o início de seu curso universitário. Inicie fazendo um planejamento completo de sua futura carreira, especificando cada aspecto e definindo:
• Objetivos pessoais, profissionais, financeiros;
• Foco de mercado: quem serão seus clientes, em que área específica gostaria de atuar;
• Em que tipos de empresas gostaria de fazer estágio, e como pretende conseguir estes estágios;
• Quem serão os professores (mentores), com o/os qual/is buscará maior aproximação, experiência e apoio;
• Qual o plano de estudo que desenvolverá visando se preparar melhor para disputar o mercado de trabalho;
• Como procederá para construir uma imagem positiva junto a colegas de faculdade, professores e empresas vinculadas à sua área de atuação;
• Como conseguirá uma maior exposição profissional.
Estas são apenas algumas das ações que precisará desenvolver ao longo de sua vida acadêmica. O fundamental é ter um plano e procurar desenvolvê-lo com o passar do tempo, adaptando-o às circunstâncias e oportunidades.
Utilize o estágio como um meio de conhecer as empresas de seu ramo, fazendo o possível para deixar sempre uma boa imagem profissional, pois poderá vir no futuro a disputar uma vaga já como profissional nestas empresas.
Também achamos fundamental o conhecimento do seu ramo com relação ao público alvo, às tendências futuras e aos movimentos passados. Este conhecimento poderá ser adquirido através de pesquisa junto a professores, internet, revistas especializadas, experiência nos estágios, etc.
A conclusão a que chegamos é a seguinte: o marketing pessoal não é uma decisão de projeção de imagem que se toma num instante específico da carreira profissional. Antes disso, é um conjunto de ações que se deve incorporar ao dia a dia de todo profissional, acrescentando esse procedimento às suas qualificações. Agindo assim, os estudantes poderão obter melhores resultados na profissão que escolherem.
Por Ari Lima
jari_limaj@yahoo.com.br
O marketing pessoal está se tornando uma necessidade vital na carreira de todo profissional liberal. Mas qual será o momento mais oportuno de iniciar este conjunto de ações voltadas para a promoção da imagem pessoal e profissional?
Sabemos que, hoje em dia, em função da grande competitividade profissional, médicos, advogados, engenheiros, dentistas, psicólogos e profissionais em geral, precisam construir seus próprios espaços profissionais. No entanto, quanto mais cedo este profissional começar a preparar seu marketing pessoal, melhores serão suas chances quando tiver concluído o curso.
Muitos estudantes pensam em continuar os estudos fazendo um mestrado ou pós-graduação, tendo em vista a necessidade de estar melhor qualificado para disputar o mercado de trabalho, quando na verdade precisariam mesmo era de um bom marketing pessoal.
Defendemos que todo estudante comece a desenvolver seu marketing pessoal, desde o início de seu curso universitário. Inicie fazendo um planejamento completo de sua futura carreira, especificando cada aspecto e definindo:
• Objetivos pessoais, profissionais, financeiros;
• Foco de mercado: quem serão seus clientes, em que área específica gostaria de atuar;
• Em que tipos de empresas gostaria de fazer estágio, e como pretende conseguir estes estágios;
• Quem serão os professores (mentores), com o/os qual/is buscará maior aproximação, experiência e apoio;
• Qual o plano de estudo que desenvolverá visando se preparar melhor para disputar o mercado de trabalho;
• Como procederá para construir uma imagem positiva junto a colegas de faculdade, professores e empresas vinculadas à sua área de atuação;
• Como conseguirá uma maior exposição profissional.
Estas são apenas algumas das ações que precisará desenvolver ao longo de sua vida acadêmica. O fundamental é ter um plano e procurar desenvolvê-lo com o passar do tempo, adaptando-o às circunstâncias e oportunidades.
Utilize o estágio como um meio de conhecer as empresas de seu ramo, fazendo o possível para deixar sempre uma boa imagem profissional, pois poderá vir no futuro a disputar uma vaga já como profissional nestas empresas.
Também achamos fundamental o conhecimento do seu ramo com relação ao público alvo, às tendências futuras e aos movimentos passados. Este conhecimento poderá ser adquirido através de pesquisa junto a professores, internet, revistas especializadas, experiência nos estágios, etc.
A conclusão a que chegamos é a seguinte: o marketing pessoal não é uma decisão de projeção de imagem que se toma num instante específico da carreira profissional. Antes disso, é um conjunto de ações que se deve incorporar ao dia a dia de todo profissional, acrescentando esse procedimento às suas qualificações. Agindo assim, os estudantes poderão obter melhores resultados na profissão que escolherem.
Postado pela professora Lourdinha Dantas
Por Ari Lima
jari_limaj@yahoo.com.br
O marketing pessoal está se tornando uma necessidade vital na carreira de todo profissional liberal. Mas qual será o momento mais oportuno de iniciar este conjunto de ações voltadas para a promoção da imagem pessoal e profissional?
Sabemos que, hoje em dia, em função da grande competitividade profissional, médicos, advogados, engenheiros, dentistas, psicólogos e profissionais em geral, precisam construir seus próprios espaços profissionais. No entanto, quanto mais cedo este profissional começar a preparar seu marketing pessoal, melhores serão suas chances quando tiver concluído o curso.
Muitos estudantes pensam em continuar os estudos fazendo um mestrado ou pós-graduação, tendo em vista a necessidade de estar melhor qualificado para disputar o mercado de trabalho, quando na verdade precisariam mesmo era de um bom marketing pessoal.
Defendemos que todo estudante comece a desenvolver seu marketing pessoal, desde o início de seu curso universitário. Inicie fazendo um planejamento completo de sua futura carreira, especificando cada aspecto e definindo:
• Objetivos pessoais, profissionais, financeiros;
• Foco de mercado: quem serão seus clientes, em que área específica gostaria de atuar;
• Em que tipos de empresas gostaria de fazer estágio, e como pretende conseguir estes estágios;
• Quem serão os professores (mentores), com o/os qual/is buscará maior aproximação, experiência e apoio;
• Qual o plano de estudo que desenvolverá visando se preparar melhor para disputar o mercado de trabalho;
• Como procederá para construir uma imagem positiva junto a colegas de faculdade, professores e empresas vinculadas à sua área de atuação;
• Como conseguirá uma maior exposição profissional.
Estas são apenas algumas das ações que precisará desenvolver ao longo de sua vida acadêmica. O fundamental é ter um plano e procurar desenvolvê-lo com o passar do tempo, adaptando-o às circunstâncias e oportunidades.
Utilize o estágio como um meio de conhecer as empresas de seu ramo, fazendo o possível para deixar sempre uma boa imagem profissional, pois poderá vir no futuro a disputar uma vaga já como profissional nestas empresas.
Também achamos fundamental o conhecimento do seu ramo com relação ao público alvo, às tendências futuras e aos movimentos passados. Este conhecimento poderá ser adquirido através de pesquisa junto a professores, internet, revistas especializadas, experiência nos estágios, etc.
A conclusão a que chegamos é a seguinte: o marketing pessoal não é uma decisão de projeção de imagem que se toma num instante específico da carreira profissional. Antes disso, é um conjunto de ações que se deve incorporar ao dia a dia de todo profissional, acrescentando esse procedimento às suas qualificações. Agindo assim, os estudantes poderão obter melhores resultados na profissão que escolherem.
Por Ari Lima
jari_limaj@yahoo.com.br
O marketing pessoal está se tornando uma necessidade vital na carreira de todo profissional liberal. Mas qual será o momento mais oportuno de iniciar este conjunto de ações voltadas para a promoção da imagem pessoal e profissional?
Sabemos que, hoje em dia, em função da grande competitividade profissional, médicos, advogados, engenheiros, dentistas, psicólogos e profissionais em geral, precisam construir seus próprios espaços profissionais. No entanto, quanto mais cedo este profissional começar a preparar seu marketing pessoal, melhores serão suas chances quando tiver concluído o curso.
Muitos estudantes pensam em continuar os estudos fazendo um mestrado ou pós-graduação, tendo em vista a necessidade de estar melhor qualificado para disputar o mercado de trabalho, quando na verdade precisariam mesmo era de um bom marketing pessoal.
Defendemos que todo estudante comece a desenvolver seu marketing pessoal, desde o início de seu curso universitário. Inicie fazendo um planejamento completo de sua futura carreira, especificando cada aspecto e definindo:
• Objetivos pessoais, profissionais, financeiros;
• Foco de mercado: quem serão seus clientes, em que área específica gostaria de atuar;
• Em que tipos de empresas gostaria de fazer estágio, e como pretende conseguir estes estágios;
• Quem serão os professores (mentores), com o/os qual/is buscará maior aproximação, experiência e apoio;
• Qual o plano de estudo que desenvolverá visando se preparar melhor para disputar o mercado de trabalho;
• Como procederá para construir uma imagem positiva junto a colegas de faculdade, professores e empresas vinculadas à sua área de atuação;
• Como conseguirá uma maior exposição profissional.
Estas são apenas algumas das ações que precisará desenvolver ao longo de sua vida acadêmica. O fundamental é ter um plano e procurar desenvolvê-lo com o passar do tempo, adaptando-o às circunstâncias e oportunidades.
Utilize o estágio como um meio de conhecer as empresas de seu ramo, fazendo o possível para deixar sempre uma boa imagem profissional, pois poderá vir no futuro a disputar uma vaga já como profissional nestas empresas.
Também achamos fundamental o conhecimento do seu ramo com relação ao público alvo, às tendências futuras e aos movimentos passados. Este conhecimento poderá ser adquirido através de pesquisa junto a professores, internet, revistas especializadas, experiência nos estágios, etc.
A conclusão a que chegamos é a seguinte: o marketing pessoal não é uma decisão de projeção de imagem que se toma num instante específico da carreira profissional. Antes disso, é um conjunto de ações que se deve incorporar ao dia a dia de todo profissional, acrescentando esse procedimento às suas qualificações. Agindo assim, os estudantes poderão obter melhores resultados na profissão que escolherem.
Por Ari Lima
jari_limaj@yahoo.com.br
O marketing pessoal está se tornando uma necessidade vital na carreira de todo profissional liberal. Mas qual será o momento mais oportuno de iniciar este conjunto de ações voltadas para a promoção da imagem pessoal e profissional?
Sabemos que, hoje em dia, em função da grande competitividade profissional, médicos, advogados, engenheiros, dentistas, psicólogos e profissionais em geral, precisam construir seus próprios espaços profissionais. No entanto, quanto mais cedo este profissional começar a preparar seu marketing pessoal, melhores serão suas chances quando tiver concluído o curso.
Muitos estudantes pensam em continuar os estudos fazendo um mestrado ou pós-graduação, tendo em vista a necessidade de estar melhor qualificado para disputar o mercado de trabalho, quando na verdade precisariam mesmo era de um bom marketing pessoal.
Defendemos que todo estudante comece a desenvolver seu marketing pessoal, desde o início de seu curso universitário. Inicie fazendo um planejamento completo de sua futura carreira, especificando cada aspecto e definindo:
• Objetivos pessoais, profissionais, financeiros;
• Foco de mercado: quem serão seus clientes, em que área específica gostaria de atuar;
• Em que tipos de empresas gostaria de fazer estágio, e como pretende conseguir estes estágios;
• Quem serão os professores (mentores), com o/os qual/is buscará maior aproximação, experiência e apoio;
• Qual o plano de estudo que desenvolverá visando se preparar melhor para disputar o mercado de trabalho;
• Como procederá para construir uma imagem positiva junto a colegas de faculdade, professores e empresas vinculadas à sua área de atuação;
• Como conseguirá uma maior exposição profissional.
Estas são apenas algumas das ações que precisará desenvolver ao longo de sua vida acadêmica. O fundamental é ter um plano e procurar desenvolvê-lo com o passar do tempo, adaptando-o às circunstâncias e oportunidades.
Utilize o estágio como um meio de conhecer as empresas de seu ramo, fazendo o possível para deixar sempre uma boa imagem profissional, pois poderá vir no futuro a disputar uma vaga já como profissional nestas empresas.
Também achamos fundamental o conhecimento do seu ramo com relação ao público alvo, às tendências futuras e aos movimentos passados. Este conhecimento poderá ser adquirido através de pesquisa junto a professores, internet, revistas especializadas, experiência nos estágios, etc.
A conclusão a que chegamos é a seguinte: o marketing pessoal não é uma decisão de projeção de imagem que se toma num instante específico da carreira profissional. Antes disso, é um conjunto de ações que se deve incorporar ao dia a dia de todo profissional, acrescentando esse procedimento às suas qualificações. Agindo assim, os estudantes poderão obter melhores resultados na profissão que escolherem.
Por Ari Lima
jari_limaj@yahoo.com.br
O marketing pessoal está se tornando uma necessidade vital na carreira de todo profissional liberal. Mas qual será o momento mais oportuno de iniciar este conjunto de ações voltadas para a promoção da imagem pessoal e profissional?
Sabemos que, hoje em dia, em função da grande competitividade profissional, médicos, advogados, engenheiros, dentistas, psicólogos e profissionais em geral, precisam construir seus próprios espaços profissionais. No entanto, quanto mais cedo este profissional começar a preparar seu marketing pessoal, melhores serão suas chances quando tiver concluído o curso.
Muitos estudantes pensam em continuar os estudos fazendo um mestrado ou pós-graduação, tendo em vista a necessidade de estar melhor qualificado para disputar o mercado de trabalho, quando na verdade precisariam mesmo era de um bom marketing pessoal.
Defendemos que todo estudante comece a desenvolver seu marketing pessoal, desde o início de seu curso universitário. Inicie fazendo um planejamento completo de sua futura carreira, especificando cada aspecto e definindo:
• Objetivos pessoais, profissionais, financeiros;
• Foco de mercado: quem serão seus clientes, em que área específica gostaria de atuar;
• Em que tipos de empresas gostaria de fazer estágio, e como pretende conseguir estes estágios;
• Quem serão os professores (mentores), com o/os qual/is buscará maior aproximação, experiência e apoio;
• Qual o plano de estudo que desenvolverá visando se preparar melhor para disputar o mercado de trabalho;
• Como procederá para construir uma imagem positiva junto a colegas de faculdade, professores e empresas vinculadas à sua área de atuação;
• Como conseguirá uma maior exposição profissional.
Estas são apenas algumas das ações que precisará desenvolver ao longo de sua vida acadêmica. O fundamental é ter um plano e procurar desenvolvê-lo com o passar do tempo, adaptando-o às circunstâncias e oportunidades.
Utilize o estágio como um meio de conhecer as empresas de seu ramo, fazendo o possível para deixar sempre uma boa imagem profissional, pois poderá vir no futuro a disputar uma vaga já como profissional nestas empresas.
Também achamos fundamental o conhecimento do seu ramo com relação ao público alvo, às tendências futuras e aos movimentos passados. Este conhecimento poderá ser adquirido através de pesquisa junto a professores, internet, revistas especializadas, experiência nos estágios, etc.
A conclusão a que chegamos é a seguinte: o marketing pessoal não é uma decisão de projeção de imagem que se toma num instante específico da carreira profissional. Antes disso, é um conjunto de ações que se deve incorporar ao dia a dia de todo profissional, acrescentando esse procedimento às suas qualificações. Agindo assim, os estudantes poderão obter melhores resultados na profissão que escolherem.
Postado pela professora Lourdinha Dantas
sábado, 21 de março de 2009
Vale a pena ler: A versão da vida real de "Quem Quer Ser Um Milionário?"
O filme "Quem Quer Ser Um Milionário?", no qual um garoto pobre indiano vence um programa de perguntas e respostas, conquistou oito Oscar. O país é lar de um homem com uma história semelhante - Harsh Nawathe, que se transformou em milionário em 2000 em um programa de TV. Hoje ele ajuda a educar crianças nas favelas.
Harshvardhan Nawathe está sentado diante de uma pequena televisão em seu minúsculo apartamento no norte da cidade. É uma noite de domingo no início de março, uma semana após a cerimônia de premiação do Oscar, e Nawathe está assistindo a um programa de entrevistas chamado "Nós, o Povo". Os convidados no programa estão debatendo o filme "Quem Quer Ser Um Milionário?" ("Slumdog Millionaire", ou "cão de favela milionário" em uma tradução ao pé da letra), que conquistou oito Oscar. Eles -e o restante da Índia- estão discutindo o assunto há dias.
Harshvardhan, que é conhecido pelo apelido de Harsh na Índia, também foi convidado para participar do programa. O assunto é se o filme, no qual um menino órfão das favelas vence um programa de perguntas e respostas e se torna milionário é ofensivo para a Índia, ou se a Índia deve se orgulhar do sucesso do filme no Oscar. Harsh recusou o convite.
Ele desliga a TV, pega seu filho de quatro meses e o coloca em seus braços. Então ele fala com o bebê e faz caretas para ele, como os especialistas recomendam no livro "Baby Minds Brain-Building", que ele está lendo. Ele quer assegurar que Saraansch cresça inteligente, como seu pai.
Nawathe não quer ter nada a ver com toda a comoção em torno de "Quem Quer Ser Um Milionário?", pois como pai ele não tem mais tempo. Ele trabalha com crianças nas favelas de Mumbai (a antiga Bombaim) como parte de uma fundação que paga por professores, livros escolares, roupas e cursos de informática, para que nenhuma das crianças em seus programas deixem a escola sem se formar.
Provavelmente não há ninguém na Índia que tenha mais a dizer sobre "Quem Quer Ser Um Milionário?" quanto Nawathe. Ele assistiu ao filme pouco depois de seu lançamento na Índia, em janeiro. Ele e sua esposa tomaram um táxi riquixá até o cinema mais próximo, onde apenas as duas últimas filas estavam ocupadas. Como de costume nos cinemas de Mumbai, o público se levantou e cantou o hino nacional indiano antes do início do filme. Logo após seu início, quando o protagonista Jamal pula em uma fossa cheia de excremento, a esposa de Nawathe perdeu o apetite e parou de comer sua pipoca. Ela considerou a cena repulsiva e sentiu que sua honra como mulher indiana foi ofendida. Nawathe também ficou decepcionado. Mas, afinal, era apenas um filme. Um conto de fadas de Hollywood -ou Bollywood. De qualquer forma -apenas um filme. A realidade é diferente, ele pensou, minha vida é real.
Nawathe é o verdadeiro "Slumdog Millionaire". Ele foi o primeiro e até hoje o único vencedor do grande prêmio do programa chamado "Kaun Banega Crorepati" (KBC), a versão indiana de "Who Wants to Be a Millionaire?" ("Quem quer ser um milionário?" ou "Show do Milhão" na versão brasileira). Até hoje, ninguém conseguiu chegar tão longe no programa quanto Nawathe.
Há mais de oito anos, em 19 de outubro de 2000, Nawathe conquistou 10 milhões de rúpias (US$ 195 mil), o maior prêmio possível na época. Um terço de toda a Índia, ou cerca de 350 milhões de pessoas, ficaram coladas diante de seus televisores em casa, ou diante das vitrines de lojas de eletrodomésticos para assistir Nawathe, um estudante pobre na época. Até hoje, ele ainda é reconhecido nas ruas de Mumbai, onde é um herói folclórico, e sua história é muito mais popular na Índia do que o filme "de Hollywood". O que a fama faz a alguém que veio do ponto mais baixo da sociedade e repentinamente se vê no topo? Quanto tempo o sonho dura? E o que acontece depois?
Nawathe viu muitas imagens e leu muitos artigos após aquela noite do Oscar. Ele viu Rubina Ali e Azharuddin Ismail, 9 e 10 anos, os atores amadores de "Quem Quer Ser Um Milionário?", no tapete vermelho em Los Angeles. Ele os viu serem recebidos no aeroporto em Mumbai por um comboio de carros, viu guirlandas de flores serem colocadas em seus pescoços, viu o comboio percorrer a cidade até a favela onde vivem. Ela se chama Garib Nagar, ou Lugar Pobre. Ele viu imagens de Azharuddin, que interpretou o irmão do protagonista Jamal no filme, sentado em uma cadeira de plástico diante de um barraco feito de metal corrugado, fazendo os gestos bacanas que aprendeu no tapete vermelho, exibindo o sorriso que todo mundo ama, e fazendo o V de vitória com os dedos.
Ele também viu como o pai de Azharuddin bateu no menino, porque ele tinha prometido à imprensa uma entrevista e Azharuddin se cansou de responder tantas perguntas. Foi apenas um tapa, mas com consequências. Ele leu que o menino agora tem um grupo de autoproclamados conselheiros, que fazem hora diante do barraco e falam com os jornalistas, que dão rúpias aos "conselheiros" por cada história. Havia fotos do pai batendo no menino, e a história foi publicada em jornais de todo o mundo. Depois disso, Azharuddin teve que dar mais entrevistas, e a ministra indiana do Desenvolvimento da Mulher e da Criança ameaçou ordenar uma investigação do caso, e o pai pediu desculpas. Agora vizinhos enciumados e que se regozijam com a desgraça alheia vão ao barraco e discutem com os pais de Azharuddin, dizendo que seus filhos seriam melhores no papel e perguntando a respeito de onde foi parar o dinheiro que o menino ganhou com o filme e quando se mudarão para um novo apartamento.
O noticiário faz Hawathe lembrar de sua própria história. Ele sabe como é a fama seguida pela decepção. Ele poderia ensinar crianças famosas como Garib Nagar uma coisa ou duas. Ele sabe o quanto a fama é perigosa. Não perca tempo, em vez disso volte para a escola!
Nawathe, um homem modesto e com os pés no chão, de 35 anos, fez algo de sua vida, apesar da fama, tentações e dos muitos milhões. Sua vitória às vezes foi como uma maldição, porque ele não estava preparado para ela.
Ele nunca foi uma criança das favelas. Em vez disso, ele foi um daqueles meninos bem-comportados retratados nos cartazes usados para ensinar bons hábitos para as crianças nas escolas indianas, os mesmos cartazes que são vendidos em mercados de pulgas no Ocidente. Ele era um bom hindu, diligente, limpo e pontual, sempre demonstrando respeito pelos mais velhos. Ele veio de uma família de renda modesta, mas seus pais cuidaram dele. Sua mãe cuidou para que recebesse uma boa educação, e seu pai, um policial que trabalhava na unidade anticorrupção, lhe contava histórias de ninar sobre fraudes e evasões fiscais, assim como lia para ele o "Mahabharata", o épico heróico ancestral da Índia.
Há oito anos, quando Nawathe tinha 27 anos, ele queria se tornar detetive da polícia como seu pai. Ele passou meses estudando para o exame de admissão da polícia, considerado um dos mais difíceis do país, estudando críticas literárias e aprendendo sobre leis, história e ciência política. À noite, ele deixava de lado seus livros no minúsculo apartamento da família, no sétimo andar de um prédio surrado e, com sua mãe, assistia ao novo programa do qual todos estavam falando.
Seu ator favorito, Amitabh Bachchan, era o apresentador do programa, um homem grande e de voz estrondosa que os indianos chamam de "Big B" (o grande B). Um protagonista popular nos filmes de Bollywood dos anos 70, Bachchan é o ator cujo autógrafo Jamal pula na fossa para obter em "Quem Quer Ser Um Milionário?" Quando Nawathe e sua mãe assistiam ao programa, ele sabia todas as respostas, de forma que ela o convenceu a se candidatar.
Em outubro de 2000, Nawathe estava sentado no estúdio do "KBC" na Film City de Mumbai para participar de uma rodada classificatória, conhecida na Índia como "O Dedo Mais Rápido Primeiro". Foi pedido aos candidatos que colocassem vários presidentes em ordem cronológica. Nawathe levou 9,1 segundos. A câmera deu um zoom nele e Bachchan o conduziu à cadeira do candidato. Nawathe olhou para a tela, sem dizer uma palavra. Era brincadeira para ele. Ele estava bem preparado.
Em que Estado fica o Templo Tirupati, perguntou o apresentador? Em Andhra Pradesh, respondeu Nawathe. Ele já rezou lá com seus pais, ele disse.
Qual era o primeiro nome da esposa do último governador da Índia? Edwina, esposa do lorde Mountbatten, disse Nawathe. Já houve algo entre ela e Nehru, o primeiro primeiro-ministro da Índia.
Qual foi a primeira mulher a se tornar primeira-ministra no mundo? Indira Gandhi, Golda Meir, Margaret Thatcher? Resposta C: Sirimavo Bandaranaike do Sri Lanka
E então vieram duas perguntas sobre o épico heróico que seu pai costumava ler para ele na cama. Além de ter uma memória fenomenal, Nawathe estava com sorte naquele dia.
A pergunta de 320 mil rúpias tinha uma pegadinha, e Nawathe ficou desnorteado por um momento. Quem é o presidente do Paquistão? Nawathe perguntou à plateia. A resposta para 70% foi Pervez Musharraf. Mas Nawathe sabia que Musharraf tinha chegado ao poder em um golpe, e que nunca foi eleito. Tinha que ser Rafiq Tarar, sobre o qual tinha lido no jornal. Tinha que ser a resposta C, aquela com menos votos do público. Bachchan, encantado, não pressionou o candidato. "Registre", ele disse, "resposta C".
A última pergunta, a questão 15, era sobre a Constituição da Índia -algo fácil para Nawathe. "Tem certeza?", perguntou Bachchan. "Claro", respondeu Nawathe. "Este é um momento histórico", disse Bachchan. "Não vão embora. Este garoto está jogando por sua vida!" Corte para os comerciais.
Três minutos depois, Nawathe era o homem de 10 milhões de rúpias da Índia. Ao erguer desajeitadamente seus braços para o alto, confete começou a ser despejado do teto do estúdio, mulheres choravam e alguém trouxe o cheque. Após o programa, Bachchan chamou o garoto de lado e disse: "Sua vida vai mudar". "Do que ele estava falando?", pensou Nawathe, enquanto concordava com a cabeça educadamente.
'Minha vida continua'
Então sua nova vida começou. O programa era gravado, não ao vivo, e a exibição só ocorreria alguns dias depois. Os amigos telefonaram. "Você ganhou?", eles perguntaram. Não, mentiu Nawathe. Ele tinha assinado um contrato com a emissora, a Star TV, e ainda não podia dizer nada sobre a vitória. Todavia, a imprensa tomou conhecimento de sua vitória e cercou seu apartamento. A emissora o colocou em um hotel com nome falso. No hotel, cercado por sacolas de compras cheias de roupas novas, ele caminhava pelos corredores e se sentiu aprisionado por sua sorte.
O caos estourou em Mumbai na noite da exibição do programa. Multidões se reuniram na Film City, formando comboios de carros, com buzinaço e canções pop hindi em alto volume. O programa contou com uma audiência de 33%, a maior em anos.
Por todo o ano seguinte, Hawathe se sentiu como se estivesse vivendo em um filme, mas era o errado. Ele recebia diariamente cestas de cartas, nas quais os fãs pediam autógrafos, doações para seus templos, para conhecê-lo ou para se casar com ele. Todo mundo apertava sua mão, o abraçava, na esperança de pegar um pouco de sua sorte. Apesar de seu pai já estar aposentado há 7 anos, correram rumores de que ele tinha subornado o apresentador, Bachchan, que esteve envolvido em um escândalo de impostos na época. Como especialista em corrupção, eles argumentavam, o pai de Nawathe devia saber como cometê-la.
A vida de Nawathe ficou repentinamente cheia de consultores de relações públicas, que o convenceram a fazer 800 aparições, cortar inúmeras fitas em cerimônias de inauguração, aparecer em festas de filmes e eventos políticos, abrir butiques de jeans, docerias e fazer comerciais para biscoitos. Até hoje, ainda há oito shopping centers em Mumbai que levam seu nome.
Ele foi usado e transformado em marca, um exemplo vivo do ditado: "Todo mundo pode chegar lá, até você!" Ele não tinha que aceitar tudo, mas era educado demais, e talvez também tenha sido seduzido e ficado deslumbrado com todo o glamour.
Às vezes seus pais perguntavam: o que você quer fazer na vida? Ele começou a sair muito, com jogadores de críquete e astros de Bollywood. Mas eles eram celebridades e ele apenas um felizardo discreto -eram amigos fugazes. No final do dia ele voltava ao apartamento de seus pais, abria o sofá-cama e dormia ao lado de seus livros.
A certa altura, Nawathe percebeu que tinha perdido. Ele era dono de um carro, um relógio e investimentos, mas carecia de um plano. Ele ficou preguiçoso, vivendo apenas o momento. Ele ficou deprimido, escreveram os jornais.
Ele se mudou para Edimburgo para obter um MBA e aos poucos sua vida melhorou. Lá, ele não era mais uma celebridade e não era seguido pela imprensa, que foi proibida de entrar no campus da universidade. Ele concluiu seu curso com honras. Quando o superastro indiano Shahrukh Kahn foi contratado para apresentar a temporada seguinte do "KBC", os jornalistas telefonaram para Nawathe para perguntar o que achava do novo programa. "Minha vida continua", ele disse, "eu não assisto mais".
Ele queria voltar para casa, porque sabia que a fama na mídia e o fracasso que se segue são um fenômeno global, algo que acontece em toda parte. Mas em Mumbai, uma cidade de cinema apaixonada por seus astros, é uma história diferente. Em Mumbai, uma pessoa ou é consumida ou reinventa a si mesma. Se há um lugar onde é possível recomeçar, é em Mumbai, uma cidade feita para recomeços.
Nawathe mudou o número de seu celular, cancelou todos os contratos, se mudou para um pequeno apartamento, jogou fora as fotos velhas e artigos de jornal e se casou. Mas Nawathe pediu para sua mãe encontrar uma mulher que soubesse lidar com o mundo glamouroso de Bollywood sem se impressionar com ele. Antes do nascimento do bebê do casal, Sarika, a esposa de Nawathe, era uma atriz de novela. Ela diz: "Ele é muito sensível". Ele diz: "A vida é melhor com ela". Levou tempo para ele encontrar um trabalho que o deixasse satisfeito. A maioria dos empregos que lhe eram oferecidos envolvia promover algo.
Nos últimos dois anos, Nawathe é o vice-gerente geral de direitos da criança da Fundação Naandi, uma ONG indiana. Sua história poderia servir de material para um filme ainda melhor: O verdadeiro "Slumdog Millionaire" da Índia, o homem que sabe todas as respostas, está ajudando as crianças esquecidas de Mumbai a lidar de modo mais eficaz com a vida. Nawathe diz: "É hora de retribuir parte do meu sucesso". Poucas pessoas na Índia conhecem esta parte de sua história.
O problema é que ninguém está interessado. A pobreza é tabu na Índia e é considerada vergonhosa. Este é o motivo para "Quem Quer Ser Um Milionário?" ser tão controverso aqui. Por anos, o setor de turismo indiano usou o slogan publicitário "Índia Incrível". A mensagem que busca transmitir é a de que a Índia é incrivelmente bela, não incrivelmente problemática. E então surge este filme, de um diretor britânico, sobre um moleque pobre de Mumbai cuja mãe é assassinada por hindus fanáticos, um menino que mendiga e rouba e cujo irmão se torna um capanga de traficantes. Para os indianos, é um filme feito de clichês -e um insulto.
"Quem Quer Ser Um Milionário?" é particularmente ofensivo para o orgulho nacional da classe média indiana em ascensão. Os cinemas onde o filme está sendo exibido estão vazios, e muitos cartazes foram rasgados. Big Bachchan, o ex-apresentador do "KBC", não dá muita atenção ao filme, e um renomado diretor indiano, escrevendo para a revista "India Today", se queixa: "A Índia não é a Somália. Nós somos uma das principais potências nucleares. Nossos inspetores de polícia não ficam sentados em delegacias que parecem choças, e não há crianças cegas mendigando nas ruas de Mumbai. O filme é uma depreciação deliberada de nosso país".
Aravind Adiga chama o que está acontecendo atualmente na Índia de "efeito Slumdog". Ele sentiu o mesmo efeito. A história de seu romance de estreia, "O Tigre Branco", é semelhante à do filme, exceto que é contada de forma muito mais maliciosa e provocante. No romance, um homem analfabeto sobe na vida primeiro se tornando um motorista, depois um assassino e finalmente chefe de uma firma de terceirização. É sobre um novo rico na nova Índia, sobre o mundo falso dos ricos e o lado negro do boom.
Adiga, 34 anos, está sentado em um bar em Bandra West em Bandra, no lado chique do trilho do trem, mas não longe da favela onde vivem as crianças estrelas de "Quem Quer Ser Um Milionário?" Ele fala um inglês americano refinado, veste um terno e mocassins de couro, e pede uísque com gelo. As vendas de seu livro na Índia, onde foi arrasado pela crítica, foram miseráveis. Mas é um best-seller no exterior e já foi traduzido para mais de 30 línguas. "Eu o escrevi para os indianos", diz Adiga, "e eles odiaram". Nem mesmo o fato de ter recebido o prêmio Booker em Londres mudou a avaliação deles. Na Índia, ele continua sendo uma pessoa que mancha o nome do seu país, um traidor. "É um pesadelo", ele diz. "Eu insultei meu país e supostamente deveria me sentir culpado. Infelizmente, é verdade. Eu me sinto culpado. A verdadeira ditadura da Índia é a classe média. Eu mesmo sou da classe média."
E agora o país está ofendido de novo, desta vez pelo filme. Apesar de Harsh Nawathe, o verdadeiro "Slumdog Millionaire" da Índia, considerar o filme irreal, ele também entende o motivo de incomodar as pessoas. Quando ele esteve na Inglaterra, uma pessoa lhe perguntou se ainda andavam de elefante na Índia. Ele disse que nunca perdoará o inglês pela pergunta.
Talvez a história de Nawathe tenha inspirado o autor do livro "Rupees! Rupees!", no qual o filme é baseado. Nawathe não sabe. O autor, um diplomata indiano, nunca o contatou, nem Danny Boyle, o diretor de "Quem Quer Ser Um Milionário?" Nawathe vive uma vida discreta atualmente, concentrado em sua família e trabalho. Quando ele vai de carro para Kandivali, um bairro pobre, não há mais câmeras.
Ele está sentado no chão de uma sala de aula, sobre um velho tapete vermelho. Hoje é dia de prova. O conhecimento de matemática e hindi dos alunos será testado. As crianças recebem folhas de papel com várias questões de múltipla escolha. Às vezes elas puxam a manga de Nawathe e lhe perguntam qual é a resposta. Os professores anotam os resultados de cada criança em tabelas. Eles dizem que as crianças estão fazendo progresso. A organização de Nawathe oferece aulas de apoio para alunos atrasados nos estudos, um serviço altamente necessário nas escolas públicas de Mumbai, onde 50 alunos em uma classe típica repetem um mantra de informação que memorizaram enquanto o professor fala ao celular ou lê o jornal.
As crianças são de Poisar, uma favela. Elas não assistiram "Quem Quer Ser Um Milionário?" Por que deveriam? Elas estão familiarizadas com as imagens do filme. Mas admiram Nawathe. Seus pais lhes contaram sobre a vitória no programa de perguntas e respostas anos atrás. Os pais confiam em Nawathe. Eles não mais enviam seus filhos para mendigar ou coletar lixo, mas para frequentar suas aulas. Elas dizem, se alguém pode ensinar nossos filhos, então é ele. Às vezes Nawathe visita os pais em seus barracos e lhes diz: "Se eu desse a seu filho um milhão de rúpias hoje, vocês comprariam joias e carros, e então venderiam tudo de novo. A única moeda que permanece é a educação. É a única que dá retorno".
Ele planeja voar para Nova Déli no próximo dia, mas não para aparecer em um programa de televisão ou algum evento público. Este encontro tratará do futuro. Ele negociará com doadores um aumento dos fundos necessários para aceitar 8 mil crianças adicionais em seu programa de apoio. Será um bom dia -para Nawathe, para Mumbai e para a Índia.
Publicado no Der Spiegel (Jornal alemão) em 21.03.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas
Harshvardhan Nawathe está sentado diante de uma pequena televisão em seu minúsculo apartamento no norte da cidade. É uma noite de domingo no início de março, uma semana após a cerimônia de premiação do Oscar, e Nawathe está assistindo a um programa de entrevistas chamado "Nós, o Povo". Os convidados no programa estão debatendo o filme "Quem Quer Ser Um Milionário?" ("Slumdog Millionaire", ou "cão de favela milionário" em uma tradução ao pé da letra), que conquistou oito Oscar. Eles -e o restante da Índia- estão discutindo o assunto há dias.
Harshvardhan, que é conhecido pelo apelido de Harsh na Índia, também foi convidado para participar do programa. O assunto é se o filme, no qual um menino órfão das favelas vence um programa de perguntas e respostas e se torna milionário é ofensivo para a Índia, ou se a Índia deve se orgulhar do sucesso do filme no Oscar. Harsh recusou o convite.
Ele desliga a TV, pega seu filho de quatro meses e o coloca em seus braços. Então ele fala com o bebê e faz caretas para ele, como os especialistas recomendam no livro "Baby Minds Brain-Building", que ele está lendo. Ele quer assegurar que Saraansch cresça inteligente, como seu pai.
Nawathe não quer ter nada a ver com toda a comoção em torno de "Quem Quer Ser Um Milionário?", pois como pai ele não tem mais tempo. Ele trabalha com crianças nas favelas de Mumbai (a antiga Bombaim) como parte de uma fundação que paga por professores, livros escolares, roupas e cursos de informática, para que nenhuma das crianças em seus programas deixem a escola sem se formar.
Provavelmente não há ninguém na Índia que tenha mais a dizer sobre "Quem Quer Ser Um Milionário?" quanto Nawathe. Ele assistiu ao filme pouco depois de seu lançamento na Índia, em janeiro. Ele e sua esposa tomaram um táxi riquixá até o cinema mais próximo, onde apenas as duas últimas filas estavam ocupadas. Como de costume nos cinemas de Mumbai, o público se levantou e cantou o hino nacional indiano antes do início do filme. Logo após seu início, quando o protagonista Jamal pula em uma fossa cheia de excremento, a esposa de Nawathe perdeu o apetite e parou de comer sua pipoca. Ela considerou a cena repulsiva e sentiu que sua honra como mulher indiana foi ofendida. Nawathe também ficou decepcionado. Mas, afinal, era apenas um filme. Um conto de fadas de Hollywood -ou Bollywood. De qualquer forma -apenas um filme. A realidade é diferente, ele pensou, minha vida é real.
Nawathe é o verdadeiro "Slumdog Millionaire". Ele foi o primeiro e até hoje o único vencedor do grande prêmio do programa chamado "Kaun Banega Crorepati" (KBC), a versão indiana de "Who Wants to Be a Millionaire?" ("Quem quer ser um milionário?" ou "Show do Milhão" na versão brasileira). Até hoje, ninguém conseguiu chegar tão longe no programa quanto Nawathe.
Há mais de oito anos, em 19 de outubro de 2000, Nawathe conquistou 10 milhões de rúpias (US$ 195 mil), o maior prêmio possível na época. Um terço de toda a Índia, ou cerca de 350 milhões de pessoas, ficaram coladas diante de seus televisores em casa, ou diante das vitrines de lojas de eletrodomésticos para assistir Nawathe, um estudante pobre na época. Até hoje, ele ainda é reconhecido nas ruas de Mumbai, onde é um herói folclórico, e sua história é muito mais popular na Índia do que o filme "de Hollywood". O que a fama faz a alguém que veio do ponto mais baixo da sociedade e repentinamente se vê no topo? Quanto tempo o sonho dura? E o que acontece depois?
Nawathe viu muitas imagens e leu muitos artigos após aquela noite do Oscar. Ele viu Rubina Ali e Azharuddin Ismail, 9 e 10 anos, os atores amadores de "Quem Quer Ser Um Milionário?", no tapete vermelho em Los Angeles. Ele os viu serem recebidos no aeroporto em Mumbai por um comboio de carros, viu guirlandas de flores serem colocadas em seus pescoços, viu o comboio percorrer a cidade até a favela onde vivem. Ela se chama Garib Nagar, ou Lugar Pobre. Ele viu imagens de Azharuddin, que interpretou o irmão do protagonista Jamal no filme, sentado em uma cadeira de plástico diante de um barraco feito de metal corrugado, fazendo os gestos bacanas que aprendeu no tapete vermelho, exibindo o sorriso que todo mundo ama, e fazendo o V de vitória com os dedos.
Ele também viu como o pai de Azharuddin bateu no menino, porque ele tinha prometido à imprensa uma entrevista e Azharuddin se cansou de responder tantas perguntas. Foi apenas um tapa, mas com consequências. Ele leu que o menino agora tem um grupo de autoproclamados conselheiros, que fazem hora diante do barraco e falam com os jornalistas, que dão rúpias aos "conselheiros" por cada história. Havia fotos do pai batendo no menino, e a história foi publicada em jornais de todo o mundo. Depois disso, Azharuddin teve que dar mais entrevistas, e a ministra indiana do Desenvolvimento da Mulher e da Criança ameaçou ordenar uma investigação do caso, e o pai pediu desculpas. Agora vizinhos enciumados e que se regozijam com a desgraça alheia vão ao barraco e discutem com os pais de Azharuddin, dizendo que seus filhos seriam melhores no papel e perguntando a respeito de onde foi parar o dinheiro que o menino ganhou com o filme e quando se mudarão para um novo apartamento.
O noticiário faz Hawathe lembrar de sua própria história. Ele sabe como é a fama seguida pela decepção. Ele poderia ensinar crianças famosas como Garib Nagar uma coisa ou duas. Ele sabe o quanto a fama é perigosa. Não perca tempo, em vez disso volte para a escola!
Nawathe, um homem modesto e com os pés no chão, de 35 anos, fez algo de sua vida, apesar da fama, tentações e dos muitos milhões. Sua vitória às vezes foi como uma maldição, porque ele não estava preparado para ela.
Ele nunca foi uma criança das favelas. Em vez disso, ele foi um daqueles meninos bem-comportados retratados nos cartazes usados para ensinar bons hábitos para as crianças nas escolas indianas, os mesmos cartazes que são vendidos em mercados de pulgas no Ocidente. Ele era um bom hindu, diligente, limpo e pontual, sempre demonstrando respeito pelos mais velhos. Ele veio de uma família de renda modesta, mas seus pais cuidaram dele. Sua mãe cuidou para que recebesse uma boa educação, e seu pai, um policial que trabalhava na unidade anticorrupção, lhe contava histórias de ninar sobre fraudes e evasões fiscais, assim como lia para ele o "Mahabharata", o épico heróico ancestral da Índia.
Há oito anos, quando Nawathe tinha 27 anos, ele queria se tornar detetive da polícia como seu pai. Ele passou meses estudando para o exame de admissão da polícia, considerado um dos mais difíceis do país, estudando críticas literárias e aprendendo sobre leis, história e ciência política. À noite, ele deixava de lado seus livros no minúsculo apartamento da família, no sétimo andar de um prédio surrado e, com sua mãe, assistia ao novo programa do qual todos estavam falando.
Seu ator favorito, Amitabh Bachchan, era o apresentador do programa, um homem grande e de voz estrondosa que os indianos chamam de "Big B" (o grande B). Um protagonista popular nos filmes de Bollywood dos anos 70, Bachchan é o ator cujo autógrafo Jamal pula na fossa para obter em "Quem Quer Ser Um Milionário?" Quando Nawathe e sua mãe assistiam ao programa, ele sabia todas as respostas, de forma que ela o convenceu a se candidatar.
Em outubro de 2000, Nawathe estava sentado no estúdio do "KBC" na Film City de Mumbai para participar de uma rodada classificatória, conhecida na Índia como "O Dedo Mais Rápido Primeiro". Foi pedido aos candidatos que colocassem vários presidentes em ordem cronológica. Nawathe levou 9,1 segundos. A câmera deu um zoom nele e Bachchan o conduziu à cadeira do candidato. Nawathe olhou para a tela, sem dizer uma palavra. Era brincadeira para ele. Ele estava bem preparado.
Em que Estado fica o Templo Tirupati, perguntou o apresentador? Em Andhra Pradesh, respondeu Nawathe. Ele já rezou lá com seus pais, ele disse.
Qual era o primeiro nome da esposa do último governador da Índia? Edwina, esposa do lorde Mountbatten, disse Nawathe. Já houve algo entre ela e Nehru, o primeiro primeiro-ministro da Índia.
Qual foi a primeira mulher a se tornar primeira-ministra no mundo? Indira Gandhi, Golda Meir, Margaret Thatcher? Resposta C: Sirimavo Bandaranaike do Sri Lanka
E então vieram duas perguntas sobre o épico heróico que seu pai costumava ler para ele na cama. Além de ter uma memória fenomenal, Nawathe estava com sorte naquele dia.
A pergunta de 320 mil rúpias tinha uma pegadinha, e Nawathe ficou desnorteado por um momento. Quem é o presidente do Paquistão? Nawathe perguntou à plateia. A resposta para 70% foi Pervez Musharraf. Mas Nawathe sabia que Musharraf tinha chegado ao poder em um golpe, e que nunca foi eleito. Tinha que ser Rafiq Tarar, sobre o qual tinha lido no jornal. Tinha que ser a resposta C, aquela com menos votos do público. Bachchan, encantado, não pressionou o candidato. "Registre", ele disse, "resposta C".
A última pergunta, a questão 15, era sobre a Constituição da Índia -algo fácil para Nawathe. "Tem certeza?", perguntou Bachchan. "Claro", respondeu Nawathe. "Este é um momento histórico", disse Bachchan. "Não vão embora. Este garoto está jogando por sua vida!" Corte para os comerciais.
Três minutos depois, Nawathe era o homem de 10 milhões de rúpias da Índia. Ao erguer desajeitadamente seus braços para o alto, confete começou a ser despejado do teto do estúdio, mulheres choravam e alguém trouxe o cheque. Após o programa, Bachchan chamou o garoto de lado e disse: "Sua vida vai mudar". "Do que ele estava falando?", pensou Nawathe, enquanto concordava com a cabeça educadamente.
'Minha vida continua'
Então sua nova vida começou. O programa era gravado, não ao vivo, e a exibição só ocorreria alguns dias depois. Os amigos telefonaram. "Você ganhou?", eles perguntaram. Não, mentiu Nawathe. Ele tinha assinado um contrato com a emissora, a Star TV, e ainda não podia dizer nada sobre a vitória. Todavia, a imprensa tomou conhecimento de sua vitória e cercou seu apartamento. A emissora o colocou em um hotel com nome falso. No hotel, cercado por sacolas de compras cheias de roupas novas, ele caminhava pelos corredores e se sentiu aprisionado por sua sorte.
O caos estourou em Mumbai na noite da exibição do programa. Multidões se reuniram na Film City, formando comboios de carros, com buzinaço e canções pop hindi em alto volume. O programa contou com uma audiência de 33%, a maior em anos.
Por todo o ano seguinte, Hawathe se sentiu como se estivesse vivendo em um filme, mas era o errado. Ele recebia diariamente cestas de cartas, nas quais os fãs pediam autógrafos, doações para seus templos, para conhecê-lo ou para se casar com ele. Todo mundo apertava sua mão, o abraçava, na esperança de pegar um pouco de sua sorte. Apesar de seu pai já estar aposentado há 7 anos, correram rumores de que ele tinha subornado o apresentador, Bachchan, que esteve envolvido em um escândalo de impostos na época. Como especialista em corrupção, eles argumentavam, o pai de Nawathe devia saber como cometê-la.
A vida de Nawathe ficou repentinamente cheia de consultores de relações públicas, que o convenceram a fazer 800 aparições, cortar inúmeras fitas em cerimônias de inauguração, aparecer em festas de filmes e eventos políticos, abrir butiques de jeans, docerias e fazer comerciais para biscoitos. Até hoje, ainda há oito shopping centers em Mumbai que levam seu nome.
Ele foi usado e transformado em marca, um exemplo vivo do ditado: "Todo mundo pode chegar lá, até você!" Ele não tinha que aceitar tudo, mas era educado demais, e talvez também tenha sido seduzido e ficado deslumbrado com todo o glamour.
Às vezes seus pais perguntavam: o que você quer fazer na vida? Ele começou a sair muito, com jogadores de críquete e astros de Bollywood. Mas eles eram celebridades e ele apenas um felizardo discreto -eram amigos fugazes. No final do dia ele voltava ao apartamento de seus pais, abria o sofá-cama e dormia ao lado de seus livros.
A certa altura, Nawathe percebeu que tinha perdido. Ele era dono de um carro, um relógio e investimentos, mas carecia de um plano. Ele ficou preguiçoso, vivendo apenas o momento. Ele ficou deprimido, escreveram os jornais.
Ele se mudou para Edimburgo para obter um MBA e aos poucos sua vida melhorou. Lá, ele não era mais uma celebridade e não era seguido pela imprensa, que foi proibida de entrar no campus da universidade. Ele concluiu seu curso com honras. Quando o superastro indiano Shahrukh Kahn foi contratado para apresentar a temporada seguinte do "KBC", os jornalistas telefonaram para Nawathe para perguntar o que achava do novo programa. "Minha vida continua", ele disse, "eu não assisto mais".
Ele queria voltar para casa, porque sabia que a fama na mídia e o fracasso que se segue são um fenômeno global, algo que acontece em toda parte. Mas em Mumbai, uma cidade de cinema apaixonada por seus astros, é uma história diferente. Em Mumbai, uma pessoa ou é consumida ou reinventa a si mesma. Se há um lugar onde é possível recomeçar, é em Mumbai, uma cidade feita para recomeços.
Nawathe mudou o número de seu celular, cancelou todos os contratos, se mudou para um pequeno apartamento, jogou fora as fotos velhas e artigos de jornal e se casou. Mas Nawathe pediu para sua mãe encontrar uma mulher que soubesse lidar com o mundo glamouroso de Bollywood sem se impressionar com ele. Antes do nascimento do bebê do casal, Sarika, a esposa de Nawathe, era uma atriz de novela. Ela diz: "Ele é muito sensível". Ele diz: "A vida é melhor com ela". Levou tempo para ele encontrar um trabalho que o deixasse satisfeito. A maioria dos empregos que lhe eram oferecidos envolvia promover algo.
Nos últimos dois anos, Nawathe é o vice-gerente geral de direitos da criança da Fundação Naandi, uma ONG indiana. Sua história poderia servir de material para um filme ainda melhor: O verdadeiro "Slumdog Millionaire" da Índia, o homem que sabe todas as respostas, está ajudando as crianças esquecidas de Mumbai a lidar de modo mais eficaz com a vida. Nawathe diz: "É hora de retribuir parte do meu sucesso". Poucas pessoas na Índia conhecem esta parte de sua história.
O problema é que ninguém está interessado. A pobreza é tabu na Índia e é considerada vergonhosa. Este é o motivo para "Quem Quer Ser Um Milionário?" ser tão controverso aqui. Por anos, o setor de turismo indiano usou o slogan publicitário "Índia Incrível". A mensagem que busca transmitir é a de que a Índia é incrivelmente bela, não incrivelmente problemática. E então surge este filme, de um diretor britânico, sobre um moleque pobre de Mumbai cuja mãe é assassinada por hindus fanáticos, um menino que mendiga e rouba e cujo irmão se torna um capanga de traficantes. Para os indianos, é um filme feito de clichês -e um insulto.
"Quem Quer Ser Um Milionário?" é particularmente ofensivo para o orgulho nacional da classe média indiana em ascensão. Os cinemas onde o filme está sendo exibido estão vazios, e muitos cartazes foram rasgados. Big Bachchan, o ex-apresentador do "KBC", não dá muita atenção ao filme, e um renomado diretor indiano, escrevendo para a revista "India Today", se queixa: "A Índia não é a Somália. Nós somos uma das principais potências nucleares. Nossos inspetores de polícia não ficam sentados em delegacias que parecem choças, e não há crianças cegas mendigando nas ruas de Mumbai. O filme é uma depreciação deliberada de nosso país".
Aravind Adiga chama o que está acontecendo atualmente na Índia de "efeito Slumdog". Ele sentiu o mesmo efeito. A história de seu romance de estreia, "O Tigre Branco", é semelhante à do filme, exceto que é contada de forma muito mais maliciosa e provocante. No romance, um homem analfabeto sobe na vida primeiro se tornando um motorista, depois um assassino e finalmente chefe de uma firma de terceirização. É sobre um novo rico na nova Índia, sobre o mundo falso dos ricos e o lado negro do boom.
Adiga, 34 anos, está sentado em um bar em Bandra West em Bandra, no lado chique do trilho do trem, mas não longe da favela onde vivem as crianças estrelas de "Quem Quer Ser Um Milionário?" Ele fala um inglês americano refinado, veste um terno e mocassins de couro, e pede uísque com gelo. As vendas de seu livro na Índia, onde foi arrasado pela crítica, foram miseráveis. Mas é um best-seller no exterior e já foi traduzido para mais de 30 línguas. "Eu o escrevi para os indianos", diz Adiga, "e eles odiaram". Nem mesmo o fato de ter recebido o prêmio Booker em Londres mudou a avaliação deles. Na Índia, ele continua sendo uma pessoa que mancha o nome do seu país, um traidor. "É um pesadelo", ele diz. "Eu insultei meu país e supostamente deveria me sentir culpado. Infelizmente, é verdade. Eu me sinto culpado. A verdadeira ditadura da Índia é a classe média. Eu mesmo sou da classe média."
E agora o país está ofendido de novo, desta vez pelo filme. Apesar de Harsh Nawathe, o verdadeiro "Slumdog Millionaire" da Índia, considerar o filme irreal, ele também entende o motivo de incomodar as pessoas. Quando ele esteve na Inglaterra, uma pessoa lhe perguntou se ainda andavam de elefante na Índia. Ele disse que nunca perdoará o inglês pela pergunta.
Talvez a história de Nawathe tenha inspirado o autor do livro "Rupees! Rupees!", no qual o filme é baseado. Nawathe não sabe. O autor, um diplomata indiano, nunca o contatou, nem Danny Boyle, o diretor de "Quem Quer Ser Um Milionário?" Nawathe vive uma vida discreta atualmente, concentrado em sua família e trabalho. Quando ele vai de carro para Kandivali, um bairro pobre, não há mais câmeras.
Ele está sentado no chão de uma sala de aula, sobre um velho tapete vermelho. Hoje é dia de prova. O conhecimento de matemática e hindi dos alunos será testado. As crianças recebem folhas de papel com várias questões de múltipla escolha. Às vezes elas puxam a manga de Nawathe e lhe perguntam qual é a resposta. Os professores anotam os resultados de cada criança em tabelas. Eles dizem que as crianças estão fazendo progresso. A organização de Nawathe oferece aulas de apoio para alunos atrasados nos estudos, um serviço altamente necessário nas escolas públicas de Mumbai, onde 50 alunos em uma classe típica repetem um mantra de informação que memorizaram enquanto o professor fala ao celular ou lê o jornal.
As crianças são de Poisar, uma favela. Elas não assistiram "Quem Quer Ser Um Milionário?" Por que deveriam? Elas estão familiarizadas com as imagens do filme. Mas admiram Nawathe. Seus pais lhes contaram sobre a vitória no programa de perguntas e respostas anos atrás. Os pais confiam em Nawathe. Eles não mais enviam seus filhos para mendigar ou coletar lixo, mas para frequentar suas aulas. Elas dizem, se alguém pode ensinar nossos filhos, então é ele. Às vezes Nawathe visita os pais em seus barracos e lhes diz: "Se eu desse a seu filho um milhão de rúpias hoje, vocês comprariam joias e carros, e então venderiam tudo de novo. A única moeda que permanece é a educação. É a única que dá retorno".
Ele planeja voar para Nova Déli no próximo dia, mas não para aparecer em um programa de televisão ou algum evento público. Este encontro tratará do futuro. Ele negociará com doadores um aumento dos fundos necessários para aceitar 8 mil crianças adicionais em seu programa de apoio. Será um bom dia -para Nawathe, para Mumbai e para a Índia.
Publicado no Der Spiegel (Jornal alemão) em 21.03.09
Postado pela professora Lourdinha Dantas
quinta-feira, 19 de março de 2009
objetivos e metas
DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS E METAS
Objetivo = alvo ou fim que se quer atingir. Tem uma finalidade mais ampla, um fim desejado.
Meta = é um objetivo especificado quanto ao tempo e à intensidade do seu cumprimento. É portanto o objetivo quantificado.
Ou seja, a definição das metas pressupões a criação de controles quantitativos, pesquisas e métodos de mensuração constantes.
Os dados numéricos previstos antes de uma ação e medidos depois que ela foi realizada permitem avaliar os resultados por meio da comparação entre o pretendido e o realizado.
Quanto aos objetivos temos os da empresa, do marketing e da propaganda:
1. Da empresa: aspecto financeiro
2. Do marketing: desempenho na participação do produto no mercado
3. Da propaganda: avaliar o grau de informação sobre o produto.
Exemplo comparativo entre objetivos e metas:
Setores
Objetivos
Metas
A empresa
Obter lucro com o produto
Conseguir 20% de lucro sobre o capital investido em um ano
O marketing
Ganhar participação de mercado com o produto
Conseguir 15% de participação no mercado no mesmo período de tempo
A propaganda
Criar a imagem da marca para o produto
Fazer com que 50% dos consumidores potenciais tomem conhecimento da marca no mesmo período de tempo
Para atingir corretamente os objetivos de comunicação devemos responder às seguintes perguntas:
1. Qual o problema (ou oportunidade) a ser resolvido pela comunicação?
2. O que deve ser comunicado?
3. A quem devo comunicar a minha mensagem?
A primeira envolve todo um diagnóstico da situação. A segunda exige um posicionamento para o produto ou serviço, isto é, a sua conceituação e o benefício que dele se espera. A terceira é o público-alvo (target).
Tendo respondido essas perguntas é possível a agência determinar como comunicar.
A determinação dos objetivos e metas deve ser clara e específica para orientar a criação e a mídia, não deixando margem a dúvidas.
Comparação entre objetivo e meta
Item
Definição
Tempo
Amplitude
Objetivo
É o fim que se pretende atingir
Geralmente a médio ou longo prazo
Seus limites são mais abrangentes
Meta
É um objetivo quantificado ou subobjetivo
Geralmente a curto prazo
Seus limites são mais específicos
Os objetivos e metas aplicam-se tanto à criação quanto à mídia:
· Objetivo da Criação – Criar um personagem específico para a marca para representá-la sempre de forma simpática e carinhosa
· Meta da Criação – Que 20% do público-alvo se identifique com o personagem durante o primeiro ano da campanha.
· Objetivo de Mídia – Conseguir um alto alcance com uma alta freqüência, nacionalmente
· Meta de Mídia – Atingir um alcance mínimo de 75% do público-alvo e uma freqüência média de 9 vezes em cada flight de 3 semanas
· Observação – Em mídia, admite-se como alto alcance um percentual acima de 70% e como alta freqüência uma exposição do público às mensagens acima de 8 vezes.
DEFINIÇÃO DE ESTRATÉGIA E TÁTICA
Se no objetivo procura-se definir O QUE se pretende, na estratégia determina-se COMO proceder para atingir os objetivos traçados.
A tática é o detalhamento da estratégia ou, como a estratégia vai ser aplicada.
Desenvolvimento de uma estratégia de criação:
1. Deve partir da definição do “problema” que a comunicação tem de resolver, devidamente alinhado com o seu “objetivo”. Identificado o problema e sabendo o que se quer alcançar, o rumo já está traçado e o panorama do trabalho começa a ficar mais fácil.
2. O “posicionamento” é o outro elemento que servirá de base para o desenvolvimento criativo, uma vez que estabeleceu o contorno para a personalidade da marca. De todo o conjunto de informações constantes no planejamento, é preciso pinçar aquelas que realmente são as mais relevantes para o consumidor, pois estes serão os valores reais e específicos que irão provocar as reações mais favoráveis, se devidamente comunicados. Serão os apelos emocionais, racionais ou ambos que mais tocarão a sensibilidade ou o raciocínio do público visado. Podem ser chamados de “fatores críticos”.
3. A seqüência natural será a escolha do “tema” da campanha, a idéia central em torno da qual serão criados os anúncios, comerciais e os materiais para ponto-de-venda.
4. Entretanto, só o “tema” não é suficiente, sendo necessário encontrar a melhor forma para expressá-lo e que pode ser chamada de “abordagem”. Imagine que o “tema” seja uma casa e a “abordagem” é a sua decoração, o que significa dizer que um certo “tema” poderá ser desenvolvido sob diferentes formas.
5. Com esses parâmetros, chega-se ao slogan, frase-síntese da campanha. Não é uma frase simpática ou rimada, mas precisa refletir o posicionamento da marca expresso no tema e na abordagem adotada para a campanha.
Por exemplo: uma escova de dentes da marca Protec-Pro, com preço alto, cujo principal concorrente é percebido pelos consumidores como um bom produto e que tem um público-alvo de adultos de 20 a 45 anos, predominantemente mulheres, que gostaria de ter uma escova com maior eficiência na limpeza dos destes:
1. Problema que a propaganda deverá resolver – A marca da escova Protec-Pro é pouco conhecida, possuindo baixo índice de recordação (top of mind) por parte do público e tem uma imagem diluída, sem contornos bem definidos. Não conseguiu estabelecer a imagem de maior tecnologia e conseqüente eficiência na limpeza bucal.
2. Objetivo – Elevar significativamente o índice de recall (lembrança) da Protec-Pro e construir o perfil da imagem da marca (brand awareness), conforme o seu posicionamento.
3. Posicionamento:
· Promessa básica: a escova de dente que alcança os lugares mais difíceis da arcada dentária sem machucar as gengivas
· Justificativa: Porque o formato da sua cabeça mais estreita é anatomicamente mais adequado, facilitando o alcance dos dentes de trás. A ação dupla das suas cerdas – as de fora são macias para as gengivas e as de dentro são mais firmes para melhor limpeza dos dentes.
· Atributos complementares da imagem desejada: É uma escova inovadora, mais avançada tecnologicamente, fácil de manejar, bonita, com um design moderno e muito eficaz, confiável e usada por toda a família.
4. Tema – Gente inteligente escolhe o melhor.
5. Abordagem – Rapazes e moças, com idade aparente de 25 anos, que vão escovar os dentes logo após comer alguma coisa, tanto em casa como em situações de trabalho ou lazer. Como sinal-chave de identificação da campanha será usado o gesto de um toque do dedo indicador na fronte, significando o momento de escovar os dentes e que pode ser interpretado de duas formas:
· A pessoa está se lembrando de escová-los
· E que esta ação também é um ato inteligente. No cenário e figurinos serão aproveitadas discretamente as cores básicas do produto – branca e verde – para não comprometer a naturalidade das cenas, porém com o intuito de facilitar a identificação visual da marca. Será evitada a comparação ou utilização de instrumentos profissionais dos dentistas no visual, por serem elementos já muito utilizados nas campanhas dos concorrentes.
6. Slogan – Para quem sabe das coisas.
OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS DE MÍDIA
Por objetivos de mídia entende-se a definição do alcance e da freqüência (reach & frequency) a serem atingidos em uma dada programação, podendo ser de nível baixo, médio ou alto.
Eles permitirão o cálculo do volume de GRP’s desejados.
Além deles, é preciso considerar o tipo de continuidade que será adotada na programação, ou seja, se por períodos, sob a forma linear ou se por efeito de ondas, além da indicação da cobertura das áreas geográficas a serem atingidas.
A estratégia de mídia deve ser entendida como a escolha dos melhores meios. Essa escolha levará em consideração os seguintes aspectos:
1. O público-alvo a ser atingido terá exatamente as mesmas características do utilizado pela criação.
2. Postura – em face do problema a ser enfrentado, é conveniente assumir uma postura de ataque, defesa, manutenção ou sustentação para a estratégia a ser adotada.
3. Se, nos mercados onde deve atuar, existirem algumas áreas com maiores problemas ou que mereçam receber uma atenção especial, conforme o indicado na estratégia de marketing, é necessário dar um reforço maior nessas áreas e pensar em ações bem dirigidas.
4. Aspectos sazonais de vendas são muito importantes no planejamento de mídia, porque a escolha mais conveniente do momento certo para atingir o consumidor poderá trazer melhores resultados.
5. A especificação da verba de mídia destinada à veiculação ajuda a elaboração do plano.
6. Como a mídia deve estar entrosada com a criação, informações sobre a duração dos comerciais de televisão e rádio, a necessidade ou não de demonstração, utilização ou consumo do produto, o tamanho dos anúncios e a necessidade do uso de cores ou em preto-e-branco são dados que afetam os custos e ajudam na definição da estratégia de mídia.
7. O levantamento das atividades da concorrência, tanto quantitativamente (verba empregada) em determinado período, ou os GRP’s utilizados, como o meio utilizado, permitirá compreender como as marcas competidoras estão atuando em cada mercado e em que períodos, auxiliando a busca da melhor solução para enfrentá-las.
8. Nem sempre existem dados disponíveis sobre a freqüência de compra dos produtos ou de utilização dos serviços de uma empresa. Essa informação serve para estabelecer o nível de intensidade da campanha e a sua continuidade, por que costuma existir uma certa correlação: quanto maior for a freqüência de compra ou uso de um produto ou serviço, a presença dos comerciais e anúncios em uma programação de mídia precisará ser maior e mais constante.
9. Para se determinar o nível de intensidade adequado para uma campanha, devem ser considerados os seguintes fatores:
· O volume da verba publicitária disponível
· A posição ou participação da marca no mercado
· O nível de atividade da concorrência
· O nível de interesse do consumidor pela categoria do produto ou serviço
· O estágio no ciclo de vida do produto ou serviço
· O ciclo de compra e de consumo do produto ou serviço
· O grau de fidelidade à marca
· A complexidade da mensagem
· Se a campanha é nova ou apenas a continuação da existente
· O composto de mídia a ser utilizado (mídia mix)
10. Além do meio escolhido como básico, por ser aquele considerado como o principal para atingir com eficácia os níveis de cobertura e freqüência pretendidos, podem ser usados meios complementares e de apoio.
· Complementares são aqueles que, como o próprio nome indica, servem para complementar a mensagem exibida no meio principal. Por exemplo, em 30” não dá tempo para se dizer muita coisa sobre um automóvel, mas o uso da revista permitirá adicionar uma série de informações que são do interesse do consumidor.
· Os meios de apoio ajudam os anteriores para reforçar a campanha em determinados momentos como, por exemplo, usar jornais e outdoors para aumentar o impacto de um lançamento de campanha e que têm a capacidade de produzir um substancial efeito sinérgico.
· Qualquer meio pode ser usado em qualquer uma das três posições: básico, complementar ou de apoio.
11. As vantagens de empregar meios complementares e de apoio em um plano podem ser resumidas assim:
· A capacidade de produzir um efeito sinérgico com a mídia principal, aumentando o recall
· Permite ser dirigida a uma parcela específica do público-alvo para reforçar a comunicação
· Ajuda a expandir os níveis de cobertura e de freqüência
· Auxilia as tarefas específicas de uma promoção.
12. Continuidade linear versus períodos alternados – Pode-se programar uma mídia linearmente, isto é, de forma contínua durante um período, ou em determinados períodos.
Na programação linear ou contínua, as vantagens são:
· Permite manter uma liderança constante da marca
· Estará reforçando sempre a sua imagem
· Estará ocorrendo sempre próxima dos momentos da compra do produto ou serviço, reduzindo as possibilidades de esquecimento
· É muito competitiva
· Adequada para produtos/serviços com baixa fidelidade de marca.
Entretanto, para que todos os fatores mencionados possam ocorrer, é necessário que haja verba suficiente para se manter os níveis desejáveis de freqüência e alcance; que o comportamento de compra do produto não apresente efeitos sazonais; e que o orçamento de mídia seja compatível com o dos concorrentes.
Uma programação por períodos tem a vantagem de:
· Ser empregada nos períodos selecionados com mais intensidade, conseguindo maiores índices de recordação devido à maior pressão sobre o público-alvo
· Cria a possibilidade de suplantar ou de se equivaler a uma ação da concorrência com mais facilidade.
A adoção dessa estratégia é aconselhável quando se tem uma verba inadequada para as necessidades do produto; quando existe um forte efeito sazonal nas vendas ou no uso do produto/serviço; e quando os concorrentes possuírem verbas muito maiores.
Programação hipotética de mídia
Programação/semanas
Mês 1
Mês 2
Mês 3
Mês 4
1
2
3
4
1
2
3
4
1
2
3
4
1
2
3
4
Linear
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Por períodos
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Efeito de onda (wave effect)
X
X
X
X
X
X
X
X
Justificativa de Mídia
É a explicação do por que foi escolhido determinado meio para levar a mensagem ao consumidor.
Tática de Mídia
Aqui começa a ser detalhada a proposta de uso das emissoras, programas e horários mais adequados, os títulos das revistas e jornais, qual a posição e as seções selecionadas, utilização dos materiais publicitários e os principais pontos necessários a uma programação em todas as praças de interesse.
Taticamente, pode ser também incluída a análise da adequação da mensagem ao meio escolhido e do custo por mil leitores, ouvintes ou telespectadores (CPM), além dos índices médios de audiência e de penetração no target, variáveis consideradas importantes para uma tomada de decisão.
Programação de Mídia
Trata-se de uma planilha com todos os dias do mês e as colunas que indicam o nome do veiculo ou programa, horário, tamanho ou duração da peça publicitária, número total de inserções, custo unitário, índices de audiência ou de leitura, GRP’s alcançados com a programação e custo total.
Objetivo = alvo ou fim que se quer atingir. Tem uma finalidade mais ampla, um fim desejado.
Meta = é um objetivo especificado quanto ao tempo e à intensidade do seu cumprimento. É portanto o objetivo quantificado.
Ou seja, a definição das metas pressupões a criação de controles quantitativos, pesquisas e métodos de mensuração constantes.
Os dados numéricos previstos antes de uma ação e medidos depois que ela foi realizada permitem avaliar os resultados por meio da comparação entre o pretendido e o realizado.
Quanto aos objetivos temos os da empresa, do marketing e da propaganda:
1. Da empresa: aspecto financeiro
2. Do marketing: desempenho na participação do produto no mercado
3. Da propaganda: avaliar o grau de informação sobre o produto.
Exemplo comparativo entre objetivos e metas:
Setores
Objetivos
Metas
A empresa
Obter lucro com o produto
Conseguir 20% de lucro sobre o capital investido em um ano
O marketing
Ganhar participação de mercado com o produto
Conseguir 15% de participação no mercado no mesmo período de tempo
A propaganda
Criar a imagem da marca para o produto
Fazer com que 50% dos consumidores potenciais tomem conhecimento da marca no mesmo período de tempo
Para atingir corretamente os objetivos de comunicação devemos responder às seguintes perguntas:
1. Qual o problema (ou oportunidade) a ser resolvido pela comunicação?
2. O que deve ser comunicado?
3. A quem devo comunicar a minha mensagem?
A primeira envolve todo um diagnóstico da situação. A segunda exige um posicionamento para o produto ou serviço, isto é, a sua conceituação e o benefício que dele se espera. A terceira é o público-alvo (target).
Tendo respondido essas perguntas é possível a agência determinar como comunicar.
A determinação dos objetivos e metas deve ser clara e específica para orientar a criação e a mídia, não deixando margem a dúvidas.
Comparação entre objetivo e meta
Item
Definição
Tempo
Amplitude
Objetivo
É o fim que se pretende atingir
Geralmente a médio ou longo prazo
Seus limites são mais abrangentes
Meta
É um objetivo quantificado ou subobjetivo
Geralmente a curto prazo
Seus limites são mais específicos
Os objetivos e metas aplicam-se tanto à criação quanto à mídia:
· Objetivo da Criação – Criar um personagem específico para a marca para representá-la sempre de forma simpática e carinhosa
· Meta da Criação – Que 20% do público-alvo se identifique com o personagem durante o primeiro ano da campanha.
· Objetivo de Mídia – Conseguir um alto alcance com uma alta freqüência, nacionalmente
· Meta de Mídia – Atingir um alcance mínimo de 75% do público-alvo e uma freqüência média de 9 vezes em cada flight de 3 semanas
· Observação – Em mídia, admite-se como alto alcance um percentual acima de 70% e como alta freqüência uma exposição do público às mensagens acima de 8 vezes.
DEFINIÇÃO DE ESTRATÉGIA E TÁTICA
Se no objetivo procura-se definir O QUE se pretende, na estratégia determina-se COMO proceder para atingir os objetivos traçados.
A tática é o detalhamento da estratégia ou, como a estratégia vai ser aplicada.
Desenvolvimento de uma estratégia de criação:
1. Deve partir da definição do “problema” que a comunicação tem de resolver, devidamente alinhado com o seu “objetivo”. Identificado o problema e sabendo o que se quer alcançar, o rumo já está traçado e o panorama do trabalho começa a ficar mais fácil.
2. O “posicionamento” é o outro elemento que servirá de base para o desenvolvimento criativo, uma vez que estabeleceu o contorno para a personalidade da marca. De todo o conjunto de informações constantes no planejamento, é preciso pinçar aquelas que realmente são as mais relevantes para o consumidor, pois estes serão os valores reais e específicos que irão provocar as reações mais favoráveis, se devidamente comunicados. Serão os apelos emocionais, racionais ou ambos que mais tocarão a sensibilidade ou o raciocínio do público visado. Podem ser chamados de “fatores críticos”.
3. A seqüência natural será a escolha do “tema” da campanha, a idéia central em torno da qual serão criados os anúncios, comerciais e os materiais para ponto-de-venda.
4. Entretanto, só o “tema” não é suficiente, sendo necessário encontrar a melhor forma para expressá-lo e que pode ser chamada de “abordagem”. Imagine que o “tema” seja uma casa e a “abordagem” é a sua decoração, o que significa dizer que um certo “tema” poderá ser desenvolvido sob diferentes formas.
5. Com esses parâmetros, chega-se ao slogan, frase-síntese da campanha. Não é uma frase simpática ou rimada, mas precisa refletir o posicionamento da marca expresso no tema e na abordagem adotada para a campanha.
Por exemplo: uma escova de dentes da marca Protec-Pro, com preço alto, cujo principal concorrente é percebido pelos consumidores como um bom produto e que tem um público-alvo de adultos de 20 a 45 anos, predominantemente mulheres, que gostaria de ter uma escova com maior eficiência na limpeza dos destes:
1. Problema que a propaganda deverá resolver – A marca da escova Protec-Pro é pouco conhecida, possuindo baixo índice de recordação (top of mind) por parte do público e tem uma imagem diluída, sem contornos bem definidos. Não conseguiu estabelecer a imagem de maior tecnologia e conseqüente eficiência na limpeza bucal.
2. Objetivo – Elevar significativamente o índice de recall (lembrança) da Protec-Pro e construir o perfil da imagem da marca (brand awareness), conforme o seu posicionamento.
3. Posicionamento:
· Promessa básica: a escova de dente que alcança os lugares mais difíceis da arcada dentária sem machucar as gengivas
· Justificativa: Porque o formato da sua cabeça mais estreita é anatomicamente mais adequado, facilitando o alcance dos dentes de trás. A ação dupla das suas cerdas – as de fora são macias para as gengivas e as de dentro são mais firmes para melhor limpeza dos dentes.
· Atributos complementares da imagem desejada: É uma escova inovadora, mais avançada tecnologicamente, fácil de manejar, bonita, com um design moderno e muito eficaz, confiável e usada por toda a família.
4. Tema – Gente inteligente escolhe o melhor.
5. Abordagem – Rapazes e moças, com idade aparente de 25 anos, que vão escovar os dentes logo após comer alguma coisa, tanto em casa como em situações de trabalho ou lazer. Como sinal-chave de identificação da campanha será usado o gesto de um toque do dedo indicador na fronte, significando o momento de escovar os dentes e que pode ser interpretado de duas formas:
· A pessoa está se lembrando de escová-los
· E que esta ação também é um ato inteligente. No cenário e figurinos serão aproveitadas discretamente as cores básicas do produto – branca e verde – para não comprometer a naturalidade das cenas, porém com o intuito de facilitar a identificação visual da marca. Será evitada a comparação ou utilização de instrumentos profissionais dos dentistas no visual, por serem elementos já muito utilizados nas campanhas dos concorrentes.
6. Slogan – Para quem sabe das coisas.
OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS DE MÍDIA
Por objetivos de mídia entende-se a definição do alcance e da freqüência (reach & frequency) a serem atingidos em uma dada programação, podendo ser de nível baixo, médio ou alto.
Eles permitirão o cálculo do volume de GRP’s desejados.
Além deles, é preciso considerar o tipo de continuidade que será adotada na programação, ou seja, se por períodos, sob a forma linear ou se por efeito de ondas, além da indicação da cobertura das áreas geográficas a serem atingidas.
A estratégia de mídia deve ser entendida como a escolha dos melhores meios. Essa escolha levará em consideração os seguintes aspectos:
1. O público-alvo a ser atingido terá exatamente as mesmas características do utilizado pela criação.
2. Postura – em face do problema a ser enfrentado, é conveniente assumir uma postura de ataque, defesa, manutenção ou sustentação para a estratégia a ser adotada.
3. Se, nos mercados onde deve atuar, existirem algumas áreas com maiores problemas ou que mereçam receber uma atenção especial, conforme o indicado na estratégia de marketing, é necessário dar um reforço maior nessas áreas e pensar em ações bem dirigidas.
4. Aspectos sazonais de vendas são muito importantes no planejamento de mídia, porque a escolha mais conveniente do momento certo para atingir o consumidor poderá trazer melhores resultados.
5. A especificação da verba de mídia destinada à veiculação ajuda a elaboração do plano.
6. Como a mídia deve estar entrosada com a criação, informações sobre a duração dos comerciais de televisão e rádio, a necessidade ou não de demonstração, utilização ou consumo do produto, o tamanho dos anúncios e a necessidade do uso de cores ou em preto-e-branco são dados que afetam os custos e ajudam na definição da estratégia de mídia.
7. O levantamento das atividades da concorrência, tanto quantitativamente (verba empregada) em determinado período, ou os GRP’s utilizados, como o meio utilizado, permitirá compreender como as marcas competidoras estão atuando em cada mercado e em que períodos, auxiliando a busca da melhor solução para enfrentá-las.
8. Nem sempre existem dados disponíveis sobre a freqüência de compra dos produtos ou de utilização dos serviços de uma empresa. Essa informação serve para estabelecer o nível de intensidade da campanha e a sua continuidade, por que costuma existir uma certa correlação: quanto maior for a freqüência de compra ou uso de um produto ou serviço, a presença dos comerciais e anúncios em uma programação de mídia precisará ser maior e mais constante.
9. Para se determinar o nível de intensidade adequado para uma campanha, devem ser considerados os seguintes fatores:
· O volume da verba publicitária disponível
· A posição ou participação da marca no mercado
· O nível de atividade da concorrência
· O nível de interesse do consumidor pela categoria do produto ou serviço
· O estágio no ciclo de vida do produto ou serviço
· O ciclo de compra e de consumo do produto ou serviço
· O grau de fidelidade à marca
· A complexidade da mensagem
· Se a campanha é nova ou apenas a continuação da existente
· O composto de mídia a ser utilizado (mídia mix)
10. Além do meio escolhido como básico, por ser aquele considerado como o principal para atingir com eficácia os níveis de cobertura e freqüência pretendidos, podem ser usados meios complementares e de apoio.
· Complementares são aqueles que, como o próprio nome indica, servem para complementar a mensagem exibida no meio principal. Por exemplo, em 30” não dá tempo para se dizer muita coisa sobre um automóvel, mas o uso da revista permitirá adicionar uma série de informações que são do interesse do consumidor.
· Os meios de apoio ajudam os anteriores para reforçar a campanha em determinados momentos como, por exemplo, usar jornais e outdoors para aumentar o impacto de um lançamento de campanha e que têm a capacidade de produzir um substancial efeito sinérgico.
· Qualquer meio pode ser usado em qualquer uma das três posições: básico, complementar ou de apoio.
11. As vantagens de empregar meios complementares e de apoio em um plano podem ser resumidas assim:
· A capacidade de produzir um efeito sinérgico com a mídia principal, aumentando o recall
· Permite ser dirigida a uma parcela específica do público-alvo para reforçar a comunicação
· Ajuda a expandir os níveis de cobertura e de freqüência
· Auxilia as tarefas específicas de uma promoção.
12. Continuidade linear versus períodos alternados – Pode-se programar uma mídia linearmente, isto é, de forma contínua durante um período, ou em determinados períodos.
Na programação linear ou contínua, as vantagens são:
· Permite manter uma liderança constante da marca
· Estará reforçando sempre a sua imagem
· Estará ocorrendo sempre próxima dos momentos da compra do produto ou serviço, reduzindo as possibilidades de esquecimento
· É muito competitiva
· Adequada para produtos/serviços com baixa fidelidade de marca.
Entretanto, para que todos os fatores mencionados possam ocorrer, é necessário que haja verba suficiente para se manter os níveis desejáveis de freqüência e alcance; que o comportamento de compra do produto não apresente efeitos sazonais; e que o orçamento de mídia seja compatível com o dos concorrentes.
Uma programação por períodos tem a vantagem de:
· Ser empregada nos períodos selecionados com mais intensidade, conseguindo maiores índices de recordação devido à maior pressão sobre o público-alvo
· Cria a possibilidade de suplantar ou de se equivaler a uma ação da concorrência com mais facilidade.
A adoção dessa estratégia é aconselhável quando se tem uma verba inadequada para as necessidades do produto; quando existe um forte efeito sazonal nas vendas ou no uso do produto/serviço; e quando os concorrentes possuírem verbas muito maiores.
Programação hipotética de mídia
Programação/semanas
Mês 1
Mês 2
Mês 3
Mês 4
1
2
3
4
1
2
3
4
1
2
3
4
1
2
3
4
Linear
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Por períodos
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Efeito de onda (wave effect)
X
X
X
X
X
X
X
X
Justificativa de Mídia
É a explicação do por que foi escolhido determinado meio para levar a mensagem ao consumidor.
Tática de Mídia
Aqui começa a ser detalhada a proposta de uso das emissoras, programas e horários mais adequados, os títulos das revistas e jornais, qual a posição e as seções selecionadas, utilização dos materiais publicitários e os principais pontos necessários a uma programação em todas as praças de interesse.
Taticamente, pode ser também incluída a análise da adequação da mensagem ao meio escolhido e do custo por mil leitores, ouvintes ou telespectadores (CPM), além dos índices médios de audiência e de penetração no target, variáveis consideradas importantes para uma tomada de decisão.
Programação de Mídia
Trata-se de uma planilha com todos os dias do mês e as colunas que indicam o nome do veiculo ou programa, horário, tamanho ou duração da peça publicitária, número total de inserções, custo unitário, índices de audiência ou de leitura, GRP’s alcançados com a programação e custo total.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Material para NP1
Queridos alunos,
Como combinado, deixo aqui postadas as apostilhas para a nossa primeira avaliação. Só relembrando, a prova será no dia 30 de março (segunda-feira) no horário da nossa aula, ou seja, o primeiro horário. Na aula anterior, dia 25 de março (quarta-feira), faremos uma revisão do assunto. É só clicar nelas logo abaixo para abrir o site do 4shared. Lá vocês clicam no download e baixam os arquivos para o computador. É necessário fazer isso em cada um dos textos. Os arquivos estão no formato PDF, portanto é preciso ter o Adobe Reader instalado para abrir, ler ou imprimir. Mas antes de imprimir, exerçam a consciência ecológica: pensem nas árvores! Dá pra ler na tela e fazer os apontamentos no caderno. Se forem imprimir tudo, podem optar pela impressão reduzida, em meia folha de A4, fazer frente e verso...
Apostilhas para download (para a prova):
1 - O rádio nosso de cada dia (opcional, complementar à apostilha seguinte, já disponibilizado em um post anterior);
2 - O rádio como meio de comunicação (do livro Produção de rádio, de Robert Mcleish);
3 - Tipos de transmissão de rádio (já disponibilizado em um post anterior);
4 - A nova era do rádio (rádio digital);
5 - A evolução histórica da publicidade radiofônica no Brasil (IMPORTANTE: Essa apostilha tem 37 lâminas de Power Point, se forem imprimir, recomendo que copiem o texto em um arquivo do Word e diminuam o tamanho da fonte para ficar menor. A apresentação tem letras grandes e muitas imagens).
Bons estudos a todos e todas,
Prof Agda Aquino
Produção Publicitária em Áudio
Como combinado, deixo aqui postadas as apostilhas para a nossa primeira avaliação. Só relembrando, a prova será no dia 30 de março (segunda-feira) no horário da nossa aula, ou seja, o primeiro horário. Na aula anterior, dia 25 de março (quarta-feira), faremos uma revisão do assunto. É só clicar nelas logo abaixo para abrir o site do 4shared. Lá vocês clicam no download e baixam os arquivos para o computador. É necessário fazer isso em cada um dos textos. Os arquivos estão no formato PDF, portanto é preciso ter o Adobe Reader instalado para abrir, ler ou imprimir. Mas antes de imprimir, exerçam a consciência ecológica: pensem nas árvores! Dá pra ler na tela e fazer os apontamentos no caderno. Se forem imprimir tudo, podem optar pela impressão reduzida, em meia folha de A4, fazer frente e verso...
Apostilhas para download (para a prova):
1 - O rádio nosso de cada dia (opcional, complementar à apostilha seguinte, já disponibilizado em um post anterior);
2 - O rádio como meio de comunicação (do livro Produção de rádio, de Robert Mcleish);
3 - Tipos de transmissão de rádio (já disponibilizado em um post anterior);
4 - A nova era do rádio (rádio digital);
5 - A evolução histórica da publicidade radiofônica no Brasil (IMPORTANTE: Essa apostilha tem 37 lâminas de Power Point, se forem imprimir, recomendo que copiem o texto em um arquivo do Word e diminuam o tamanho da fonte para ficar menor. A apresentação tem letras grandes e muitas imagens).
Bons estudos a todos e todas,
Prof Agda Aquino
Produção Publicitária em Áudio
terça-feira, 17 de março de 2009
posicionamento do produto
POSICIONAMENTO DO PRODUTO OU SERVIÇO DIANTE DO MERCADO
- As campanhas de propaganda dos anos 19601070 costumavam basear-se no conceito da “proposição única de venda” (USP – unique selling proposition), idealizado por Rosser Reeves.
- Na década de 1970-1980, a agência Bartle Bogle Hegarty procurou uma nova dimensão ao utilizar os aspectos psicológicos que apelavam ao consumidor, destacando mais os benefícios do que as características do produto. Procurava, dessa forma, motivar o consumidor utilizando os valores que eram importantes para ele e batizando essa abordagem de "proposição de venda emocional”(ESP – emmotional sales proposition).
- Na virada do século, a Saatchi & Saatchi Cause Connection, percebendo a importância das empresas estarem engajadas em atividades sociais e ambientais, propuseram uma terceira abordagem, denominada “proposição de venda social”(SSP – social sales proposition).
Todas essas variações possuem a mesma essência e têm o objetivo de encontrar o apelo de comunicação que irá sensibilizar o consumidor.
Procedimentos adotados para desenvolver a criação buscando o posicionamento correto do produto/serviço:
Esquema I: Discriminado
- Promessa básica – em inglês basic promise, também chamada de proposição básica, argumento de compra, proposição única de venda (USP – unique selling proposition). É uma descrição sucinta da base de argumentos sobre a qual a mensagem estará apoiada para convencer o target group a preferir a marca ou simplesmente é o benefício que será oferecido ao consumidor.
- Justificativa – também chamada razão, por que (reason why), validação argumento de apoio ou suporte da proposição básica. É a razão que sustenta a promessa apresentada como o benefício prometido na proposição básica, transformando-a em algo convincente e com credibilidade.
- Atributos complementares da imagem desejada (desirable image) – é a descrição das qualidades ou atributos que são importantes para o consumidor e que o ajudam a pensar sobre a marca, de uma forma única e exclusiva. Em síntese, reúne as características da sua personalidade,.
Esquema II – Discriminando e ampliando
- Promessa básica – que utiliza a mesma definição do esquema I
- Justificativa – que utiliza, também a mesma definição do esquema I
- Promessa secundária – ou secondary promise, também conhecida como promessa secundária. É a descrição sucinta de um segundo argumento que venha a reforçar ou complementar a proposição básica.
- Apelos visuais – conhecidos como visual devices. São formas visuais ou auditivas criadas especialmente para caracterizar melhor um produto ou tema de campanha
- Orientação para a criação – em inglês creative guide-lines. Informação clara e objetiva de alguns tópicos que devem ser evitados pela criação devido a experiências passadas ou são obrigatórios como política adotada pela companhia do anunciante.
Esquema III – Conceito
É o contexto do texto, ou seja procura averiguar como o consumidor entende o conceito da marca que será passado pela propaganda.
Exemplo: Carina é o sabonete moderno mais adequado para a mulher bonita e romântica pois deixa a pelo suave devido a ação umectante do óleo de amêndoas.
- Promessa básica – o sabonete Carina deixa a pele suave e macia
- - Justificativa – porque contém óleo umectante de amêndoas
- Atributos complementares de imagem (conceito) – romantismo, mulher bonita.
- As campanhas de propaganda dos anos 19601070 costumavam basear-se no conceito da “proposição única de venda” (USP – unique selling proposition), idealizado por Rosser Reeves.
- Na década de 1970-1980, a agência Bartle Bogle Hegarty procurou uma nova dimensão ao utilizar os aspectos psicológicos que apelavam ao consumidor, destacando mais os benefícios do que as características do produto. Procurava, dessa forma, motivar o consumidor utilizando os valores que eram importantes para ele e batizando essa abordagem de "proposição de venda emocional”(ESP – emmotional sales proposition).
- Na virada do século, a Saatchi & Saatchi Cause Connection, percebendo a importância das empresas estarem engajadas em atividades sociais e ambientais, propuseram uma terceira abordagem, denominada “proposição de venda social”(SSP – social sales proposition).
Todas essas variações possuem a mesma essência e têm o objetivo de encontrar o apelo de comunicação que irá sensibilizar o consumidor.
Procedimentos adotados para desenvolver a criação buscando o posicionamento correto do produto/serviço:
Esquema I: Discriminado
- Promessa básica – em inglês basic promise, também chamada de proposição básica, argumento de compra, proposição única de venda (USP – unique selling proposition). É uma descrição sucinta da base de argumentos sobre a qual a mensagem estará apoiada para convencer o target group a preferir a marca ou simplesmente é o benefício que será oferecido ao consumidor.
- Justificativa – também chamada razão, por que (reason why), validação argumento de apoio ou suporte da proposição básica. É a razão que sustenta a promessa apresentada como o benefício prometido na proposição básica, transformando-a em algo convincente e com credibilidade.
- Atributos complementares da imagem desejada (desirable image) – é a descrição das qualidades ou atributos que são importantes para o consumidor e que o ajudam a pensar sobre a marca, de uma forma única e exclusiva. Em síntese, reúne as características da sua personalidade,.
Esquema II – Discriminando e ampliando
- Promessa básica – que utiliza a mesma definição do esquema I
- Justificativa – que utiliza, também a mesma definição do esquema I
- Promessa secundária – ou secondary promise, também conhecida como promessa secundária. É a descrição sucinta de um segundo argumento que venha a reforçar ou complementar a proposição básica.
- Apelos visuais – conhecidos como visual devices. São formas visuais ou auditivas criadas especialmente para caracterizar melhor um produto ou tema de campanha
- Orientação para a criação – em inglês creative guide-lines. Informação clara e objetiva de alguns tópicos que devem ser evitados pela criação devido a experiências passadas ou são obrigatórios como política adotada pela companhia do anunciante.
Esquema III – Conceito
É o contexto do texto, ou seja procura averiguar como o consumidor entende o conceito da marca que será passado pela propaganda.
Exemplo: Carina é o sabonete moderno mais adequado para a mulher bonita e romântica pois deixa a pelo suave devido a ação umectante do óleo de amêndoas.
- Promessa básica – o sabonete Carina deixa a pele suave e macia
- - Justificativa – porque contém óleo umectante de amêndoas
- Atributos complementares de imagem (conceito) – romantismo, mulher bonita.
posicionamento da marca
POSICIONAMENTO DA MARCA
Marca não é apenas o nome ou o registro do produto ou serviço no INPI (Instituto Nacional de Patentes Industriais).
É aquilo que garante o registro do produto/serviço/empresa na cabeça do consumidor.
Uma marca bem trabalhada através dos anos fica registrada na cabeça do consumidor atribuindo-lhe qualidades importantes. São essas qualidades percebidas que garantem a compra do produto ou serviço.
Para conseguir um lugar na mente do consumidor é preciso considerar os seguintes aspectos:
1. O público-alvo a que se destina a mensagem
2. A característica do produto ou serviço
3. O mix de marketing
Primeiro você deve caracterizar o segmento de mercado corretamente, depois desenvolver para este segmento o produto ou serviço adequado e terceiro definir corretamente o mix de marketing, ou seja as estratégias que deverão conduzir ao sucesso do posicionamento da marca.
Como mix de marketing entendemos:
1. O produto certo
2. O lugar certo
3. O preço certo
4. A comunicação certa
Toda marca tem uma personalidade e é com esta personalidade que o consumidor desenvolve uma relação de afeto.
Esta personalidade é formada a partir do posicionamento.
O posicionamento é formado inicialmente pela promessa básica, proposição única de compra (unique selling proposition – USP).
Esta promessa será justificada por argumentos de apoio (reason why) ou seja razão para que o consumidor acredite nela.
Assim podemos dizer que a imagem da marca é formada pela somatória e a equivalência entre os valores do público-alvo com a estratégia definida no marketing mix, que leva em consideração as características do produto ou serviço, conduzindo ao posicionamento pretendido.
A propaganda é um dos componentes do marketing mix. Ela está apoiada em três necessidades:
1. Difundir determinada marca de produto ou serviço tornando-a conhecida.
2. Persuadir o consumidor, convencendo-o de que o produto ou serviço anunciado é a melhor opção de compra.
3. Motivar o consumidor conduzindo-o a ação de compra.
AINDA – Atenção, interesse, desejo e ação.
Assim a propaganda poderá ser avaliada levando em consideração os seguintes aspectos:
· Se causou impacto
· Se criou interesse
· Se despertou o desejo de possuir o produto
· Se motivou a pessoa a comprá-lo
· Se a mensagem que despertou essa motivação está acompanhada de credibilidade.
Os resultados dessas funções da comunicação poderão ser medidos com base nesses aspectos levando em consideração a forma (criatividade) e a força (mídia) com que a campanha foi executada.
O Planejamento da Comunicação é um sistema de trabalho, e a previsibilidade do que irá acontecer é uma das tarefas mais difíceis que existe no mundo empresarial.
Por este motivo, não deve existir nenhum receio de colocar as proposições por escrito, uma vez que as agências e os anunciantes-clientes possuem um objetivo comum e devem procurar seguir juntos na mesma direção.
Assim um planejamento seja ele empresarial, de marketing ou de comunicação, deve reunir as seguintes características:
1. Buscar o equilíbrio entre o proposto e a realidade do mercado
2. Servir como padrão de referência para as ações propostas
3. Possuir a flexibilidade necessária para se adaptar às possíveis mudanças de mercado
4. Manter a consistência das ações e a sua continuidade
5. Ser um instrumento de trabalho do dia-a-dia dos executivos.
O Planejamento de Comunicação parte do Planejamento de Marketing.
MODELO DE PLANEJAMENTO DE PROPAGANDA
1. Resumo técnico
2. Histórico da empresa
3. Ambiente externo:
· Macroambiente – político, econômico, legislativo, climático etc.
· Microambiente – político, econômico, legislativo, climático etc.
4. Ambiente interno:
· Empresa – estrutura, produtos/serviços, análise de vendas, preço, distribuição, comunicação
5. Mercado:
· Dimensionamento
· Tendências
· Conclusão
6. Diagnóstico:
· Pontos fortes e fracos
· Problemas, ameaças e oportunidades
· Conclusão
7. Definição do problema de comunicação
8. Definição do público-alvo e área de ação
9. Posicionamento da marca
10. Marketing:
· Objetivos
· Estratégias
11.Comunicação
· Objetivos
· Estratégias
12.Criação
· Objetivo
· Estratégia
· Peças publicitárias da campanha
13.Mídia
· Objetivo
· Estratégia
· Justificativa
· Tática
· Programação (opcional)
14.Cronograma da campanha, incluindo a parte de produção e de mídia
15.Resumo financeiro da mídia e da produção (R$ e %)
17.Demonstrativo de resultados (faturamento – custo de produção = lucro bruto – despesas de marketing, de comunicação, financeiras, ...= lucro líquido)
18.Sistemas de avaliação
· O que precisa ser avaliado
· Quem vai fazer a avaliação
· Como será feita a avaliação (método)
· Quando será conveniente fazer a (s) avaliação(ões)
19.Comentários sobre a legislação referente ao produto, serviço e empresa que possam influenciar a criação e veiculação da campanha.
Marca não é apenas o nome ou o registro do produto ou serviço no INPI (Instituto Nacional de Patentes Industriais).
É aquilo que garante o registro do produto/serviço/empresa na cabeça do consumidor.
Uma marca bem trabalhada através dos anos fica registrada na cabeça do consumidor atribuindo-lhe qualidades importantes. São essas qualidades percebidas que garantem a compra do produto ou serviço.
Para conseguir um lugar na mente do consumidor é preciso considerar os seguintes aspectos:
1. O público-alvo a que se destina a mensagem
2. A característica do produto ou serviço
3. O mix de marketing
Primeiro você deve caracterizar o segmento de mercado corretamente, depois desenvolver para este segmento o produto ou serviço adequado e terceiro definir corretamente o mix de marketing, ou seja as estratégias que deverão conduzir ao sucesso do posicionamento da marca.
Como mix de marketing entendemos:
1. O produto certo
2. O lugar certo
3. O preço certo
4. A comunicação certa
Toda marca tem uma personalidade e é com esta personalidade que o consumidor desenvolve uma relação de afeto.
Esta personalidade é formada a partir do posicionamento.
O posicionamento é formado inicialmente pela promessa básica, proposição única de compra (unique selling proposition – USP).
Esta promessa será justificada por argumentos de apoio (reason why) ou seja razão para que o consumidor acredite nela.
Assim podemos dizer que a imagem da marca é formada pela somatória e a equivalência entre os valores do público-alvo com a estratégia definida no marketing mix, que leva em consideração as características do produto ou serviço, conduzindo ao posicionamento pretendido.
A propaganda é um dos componentes do marketing mix. Ela está apoiada em três necessidades:
1. Difundir determinada marca de produto ou serviço tornando-a conhecida.
2. Persuadir o consumidor, convencendo-o de que o produto ou serviço anunciado é a melhor opção de compra.
3. Motivar o consumidor conduzindo-o a ação de compra.
AINDA – Atenção, interesse, desejo e ação.
Assim a propaganda poderá ser avaliada levando em consideração os seguintes aspectos:
· Se causou impacto
· Se criou interesse
· Se despertou o desejo de possuir o produto
· Se motivou a pessoa a comprá-lo
· Se a mensagem que despertou essa motivação está acompanhada de credibilidade.
Os resultados dessas funções da comunicação poderão ser medidos com base nesses aspectos levando em consideração a forma (criatividade) e a força (mídia) com que a campanha foi executada.
O Planejamento da Comunicação é um sistema de trabalho, e a previsibilidade do que irá acontecer é uma das tarefas mais difíceis que existe no mundo empresarial.
Por este motivo, não deve existir nenhum receio de colocar as proposições por escrito, uma vez que as agências e os anunciantes-clientes possuem um objetivo comum e devem procurar seguir juntos na mesma direção.
Assim um planejamento seja ele empresarial, de marketing ou de comunicação, deve reunir as seguintes características:
1. Buscar o equilíbrio entre o proposto e a realidade do mercado
2. Servir como padrão de referência para as ações propostas
3. Possuir a flexibilidade necessária para se adaptar às possíveis mudanças de mercado
4. Manter a consistência das ações e a sua continuidade
5. Ser um instrumento de trabalho do dia-a-dia dos executivos.
O Planejamento de Comunicação parte do Planejamento de Marketing.
MODELO DE PLANEJAMENTO DE PROPAGANDA
1. Resumo técnico
2. Histórico da empresa
3. Ambiente externo:
· Macroambiente – político, econômico, legislativo, climático etc.
· Microambiente – político, econômico, legislativo, climático etc.
4. Ambiente interno:
· Empresa – estrutura, produtos/serviços, análise de vendas, preço, distribuição, comunicação
5. Mercado:
· Dimensionamento
· Tendências
· Conclusão
6. Diagnóstico:
· Pontos fortes e fracos
· Problemas, ameaças e oportunidades
· Conclusão
7. Definição do problema de comunicação
8. Definição do público-alvo e área de ação
9. Posicionamento da marca
10. Marketing:
· Objetivos
· Estratégias
11.Comunicação
· Objetivos
· Estratégias
12.Criação
· Objetivo
· Estratégia
· Peças publicitárias da campanha
13.Mídia
· Objetivo
· Estratégia
· Justificativa
· Tática
· Programação (opcional)
14.Cronograma da campanha, incluindo a parte de produção e de mídia
15.Resumo financeiro da mídia e da produção (R$ e %)
17.Demonstrativo de resultados (faturamento – custo de produção = lucro bruto – despesas de marketing, de comunicação, financeiras, ...= lucro líquido)
18.Sistemas de avaliação
· O que precisa ser avaliado
· Quem vai fazer a avaliação
· Como será feita a avaliação (método)
· Quando será conveniente fazer a (s) avaliação(ões)
19.Comentários sobre a legislação referente ao produto, serviço e empresa que possam influenciar a criação e veiculação da campanha.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Anvisa avalia regulamentação da publicidade infantil
A publicidade brasileira, já a partir do próximo semestre, poderá contar com um regulamento mais completo a respeito da propaganda de alimentos ricos em gordura trans, açúcar, sódio e outros componentes muito atrativos para a grande maioria dos consumidores - e, sobretudo, para as crianças.
A informação partiu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de sua Unidade de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda e Publicidade. De acordo com o órgão, deverá ocorrer uma audiência pública após a metade do ano na qual deverá ser acertada a regulamentação, que será colocada em prática na sequência.
A Anvisa submeteu a norma à consulta pública por um período de 140 dias e recebeu mais de 250 sugestões, que já estão sendo analisadas por sua unidade de monitoramento. Após a audiência, as sugestões aprovadas serão encaminhadas à diretoria da Agência.
Dentre as principais sugestões de alteração das regras para a publicidade infantil, a Anvisa destaca as medidas de proibição de propaganda em escolas e em materiais escolares e o uso de tradicionais personagens infantis no universo publicitário. Também está em vigor a sugestão da obrigatoriedade de veiculação de frases de alerta e advertência dos riscos inerentes aos produtos comercializados.
O assunto vem ganhando bastante força nos últimos meses, quando algumas entidades (como o Conar e a Alana) começaram a cuidar, com maior vigor, da publicidade destinada às crianças, com o argumento de que a propaganda teria um grande papel na difusão de hábitos alimentares inadequados, o que, a longo prazo, contribuiria para a construção de uma sociedade obesa e com problemas de saúde.
Com informações da Agência Brasil.
Fonte: Meio e Mensagem
Germana Samara
A informação partiu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de sua Unidade de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda e Publicidade. De acordo com o órgão, deverá ocorrer uma audiência pública após a metade do ano na qual deverá ser acertada a regulamentação, que será colocada em prática na sequência.
A Anvisa submeteu a norma à consulta pública por um período de 140 dias e recebeu mais de 250 sugestões, que já estão sendo analisadas por sua unidade de monitoramento. Após a audiência, as sugestões aprovadas serão encaminhadas à diretoria da Agência.
Dentre as principais sugestões de alteração das regras para a publicidade infantil, a Anvisa destaca as medidas de proibição de propaganda em escolas e em materiais escolares e o uso de tradicionais personagens infantis no universo publicitário. Também está em vigor a sugestão da obrigatoriedade de veiculação de frases de alerta e advertência dos riscos inerentes aos produtos comercializados.
O assunto vem ganhando bastante força nos últimos meses, quando algumas entidades (como o Conar e a Alana) começaram a cuidar, com maior vigor, da publicidade destinada às crianças, com o argumento de que a propaganda teria um grande papel na difusão de hábitos alimentares inadequados, o que, a longo prazo, contribuiria para a construção de uma sociedade obesa e com problemas de saúde.
Com informações da Agência Brasil.
Fonte: Meio e Mensagem
Germana Samara
quarta-feira, 11 de março de 2009
Apostilha nova para download
Gente, vamos fazer um teste? A nova apostilha pode ser baixada clicando no nome dela logo abaixo. É só clicar e fazer o download. Logo mais na aula pergunto se funcionou, ok? Até lá.
Apostilha: Tipos de transmissão de rádio

PS: Lembrando que já estudamos o primeiro capítulo do livro Produção de Rádio: um guia abrangente da produção radiofônica, de Robert Mcleish, que fala das características do rádio como meio de comunicação. Da página 16 à 24. Na nossa biblioteca nós temos o livro para levar ou para consultar.
Prof. Agda Aquino
Produção Publicitária em Áudio
Apostilha: Tipos de transmissão de rádio

PS: Lembrando que já estudamos o primeiro capítulo do livro Produção de Rádio: um guia abrangente da produção radiofônica, de Robert Mcleish, que fala das características do rádio como meio de comunicação. Da página 16 à 24. Na nossa biblioteca nós temos o livro para levar ou para consultar.
Prof. Agda Aquino
Produção Publicitária em Áudio
Cinema paraibano de graça
A gente vive reclamando que nada acontece em João Pessoa, mas quando acontece a gente não vai! Uma ótima oportunidade para entrar em contato com o cinema paraibano de alta qualidade. Uma exibição gratuita do mais novo filme do cineasta paraibano Bertrand Lira, o primeiro longa metragem da carreira dele, intitulado O Rebeliado. Eu já assisti e também comprei o DVD, vale a pena. O filme é um documentário que conta a história de um ex-travesti que se transformou em pastor evangélico. Dia 17/03, na Estação Ciência, às 19h.
Prof. Agda Aquino

quarta-feira, 4 de março de 2009
17º Festival de Gramado abordará Inovação e Vanguarda Criativa
Constituir-se em uma vanguarda criativa composta por publicitários dos cinco continentes é um dos objetivos traçados para o 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado. O encontro, o terceiro maior do mundo e o mais reconhecido na América Latina, acontece nos dias 3, 4 e 5 de junho no Serra Park e terá como tema central Inovação e Vanguarda Criativa.
O publicitário e presidente do evento, Alexandre Brandão Skowronsky ressalta que o Festival é o único a realizar premiação em três idiomas (inglês, português e espanhol). "Esta é uma edição histórica. Vamos promover o Festival com o maior número de participantes internacionais", destaca o publicitário. Com o tema e a mudança nos critérios de julgamento, Skowronsky acredita em um resgate no foco do evento e o retorno da presença massiva de agências e profissionais.
Na edição deste ano, haverá uma nova forma de apresentação dos trabalhos, que será presencial e terá um integrante de cada continente como jurado. "A proposta busca uma participação efetiva de mais profissionais em atuação no mercado", projeta o presidente do Festival.
Como patrono do encontro, a organização buscou o publicitário Washington Olivetto, diretor de criação e presidente da W/Brasil. Olivetto foi o ganhador do primeiro Leão de Ouro da publicidade nacional no Festival de Cannes em 1974, com o filme Homem com mais de quarenta anos e é hoje um dos principais nomes da publicidade no mundo.
Skowronsky destaca como um dos principais objetivos do evento, a avaliação do estado da arte da publicidade mundial através de debates, conferências e premiações de peças e campanhas publicitárias internacionais. "Assim, teremos uma oportunidade única para apresentar a qualidade nos serviços das empresas de comunicação", comenta.
Fonte: http://www.revistapublicidad.com
Germana Samara
O publicitário e presidente do evento, Alexandre Brandão Skowronsky ressalta que o Festival é o único a realizar premiação em três idiomas (inglês, português e espanhol). "Esta é uma edição histórica. Vamos promover o Festival com o maior número de participantes internacionais", destaca o publicitário. Com o tema e a mudança nos critérios de julgamento, Skowronsky acredita em um resgate no foco do evento e o retorno da presença massiva de agências e profissionais.
Na edição deste ano, haverá uma nova forma de apresentação dos trabalhos, que será presencial e terá um integrante de cada continente como jurado. "A proposta busca uma participação efetiva de mais profissionais em atuação no mercado", projeta o presidente do Festival.
Como patrono do encontro, a organização buscou o publicitário Washington Olivetto, diretor de criação e presidente da W/Brasil. Olivetto foi o ganhador do primeiro Leão de Ouro da publicidade nacional no Festival de Cannes em 1974, com o filme Homem com mais de quarenta anos e é hoje um dos principais nomes da publicidade no mundo.
Skowronsky destaca como um dos principais objetivos do evento, a avaliação do estado da arte da publicidade mundial através de debates, conferências e premiações de peças e campanhas publicitárias internacionais. "Assim, teremos uma oportunidade única para apresentar a qualidade nos serviços das empresas de comunicação", comenta.
Fonte: http://www.revistapublicidad.com
Germana Samara
terça-feira, 3 de março de 2009
planejamento e o imix de comunicação
PLANEJAMENTO DA CAMPANHA E O MIX DE COMUNICAÇÃO
· Propaganda – técnica e arte específica de divulgação de massa e que utiliza todos os veículos da mídia impressa e eletrônica.
· Promoção de Vendas – técnica e arte específica de divulgação para gerar vendas, podendo ser aplicada dentro ou fora da empresa.
· Relações públicas – atividade planejada e organizada para atingir resultados determinados de comunicação junto aos públicos interno e externo da empresa.
· Venda pessoal – tem sido considerada uma forma de comunicação da empresa por alguns autores, uma vez que o vendedor é o seu representante e a sua forma de atuar pode transmitir uma imagem positiva ou negativa dela.
MERCHANDISING
Toda a ação feita no ponto-de-venda com a intenção de expor melhor o produto, destacando-o da concorrência, para chamar a atenção do consumidor e impulsioná-lo à compra.
A AMA – American Marketing Association – define merchandising como sendo a “operação de planejamento necessária para se colocar no mercado o produto certo, no lugar e no tempo certo, em quantidades certas e a preço certo.”
Na propaganda, merchandising ou merchandising eletrônico é a palavra empregada pela mídia eletrônica quando o produto, a marca impressa em peças publicitárias ou a sua menção passa a fazer parte integrante do programa de televisão.
Na mídia impressa o equivalente ao merchandising seria a reportagem paga, comumente denominada de “informe publicitário” ou “publieditorial”.
Para distinguir temos “Product Placement” e “Visual Merchandising”.
O contexto da comunicação envolve o Macroambiente, o Microambiente, a Empresa, a área de Marketing e a Comunicação.
A Comunicação Integrada
Envolve:
Formas:
· Propaganda
· Promoção
· Relações Públicas
· Marketing Direto
· Eventos
· Merchandising
· Sites
Interagindo com:
Meios:
· Televisão
· Cinema
· Rádio
· Revistas
· Jornais
· Outdoors
· Correio
· Telefone
· Internet
Esses dois vetores – formas e meios de comunicação – precisam estar coerentes dentro da mesma estratégia geral de comunicação, e devidamente sintonizados para alcançar os mesmos objetivos.
Por estratégia de comunicação entende-se de que maneira será utilizada a propaganda, a promoção , as relações públicas ou outra forma ao longo do tempo e nas palavras, como o jogo será jogado para atingir os objetivos propostos.
Com essa visão geral, é possível partir para o seu desdobramento ao definir a estratégia de criação ou a linha criativa da campanha. Por sua vez, ela deverá observar a proposta da estratégia de mídia para que ambas sejam elaboradas dentro de uma abordagem equilibrada..
Se for decidido o uso do rádio deverá ser utilizada a linguagem radiofônica que precisará estimular a imaginação dos ouvintes.
Se for o caso da televisão, pode-se contar com os sentidos da visão e audição para envolver as pessoas.
Não podemos esquecer da interatividade propiciada pela evolução tecnológica, como as telas touch screen de televisão e o sistema DVD, sistemas de computação ligados ao aparelho de televisão, ao telefone celular e uma série de outras novidades.
Na mídia impressa temos a beleza das cores e dos detalhes de uma revista ou o caráter informativo dos jornais, a dimensão dos outdoors.
Numa campanha integrada enquanto a propaganda cuida de elevar o recall da marca e a promoção de vendas de impulsionar as vendas, a assessoria de imprensa precisa estar ciente do que irá acontecer na campanha para poder enviar os press releases com textos que passem a mesma intenção das campanhas, isto é, o mesmo conteúdo da mensagem, mas dentro das suas características.
Os criativos irão procurar uma idéia-chave para desenvolver a sua linha de trabalho, conhecida como estratégia de criação que, por sua vez, dará uma unidade de campanha em todas as peças, devido à maior consistência do texto, da imagem e do som.
Assim sendo, objetivos, metas, estratégias e táticas se constituem nos quatro pontos-chave para elaboração de uma estratégia de comunicação integrada.
Ou seja, deverá existir uma equivalência entre estes quatro pontos do marketing com os de comunicação para que se possa elaborar um bom planejamento.
· Propaganda – técnica e arte específica de divulgação de massa e que utiliza todos os veículos da mídia impressa e eletrônica.
· Promoção de Vendas – técnica e arte específica de divulgação para gerar vendas, podendo ser aplicada dentro ou fora da empresa.
· Relações públicas – atividade planejada e organizada para atingir resultados determinados de comunicação junto aos públicos interno e externo da empresa.
· Venda pessoal – tem sido considerada uma forma de comunicação da empresa por alguns autores, uma vez que o vendedor é o seu representante e a sua forma de atuar pode transmitir uma imagem positiva ou negativa dela.
MERCHANDISING
Toda a ação feita no ponto-de-venda com a intenção de expor melhor o produto, destacando-o da concorrência, para chamar a atenção do consumidor e impulsioná-lo à compra.
A AMA – American Marketing Association – define merchandising como sendo a “operação de planejamento necessária para se colocar no mercado o produto certo, no lugar e no tempo certo, em quantidades certas e a preço certo.”
Na propaganda, merchandising ou merchandising eletrônico é a palavra empregada pela mídia eletrônica quando o produto, a marca impressa em peças publicitárias ou a sua menção passa a fazer parte integrante do programa de televisão.
Na mídia impressa o equivalente ao merchandising seria a reportagem paga, comumente denominada de “informe publicitário” ou “publieditorial”.
Para distinguir temos “Product Placement” e “Visual Merchandising”.
O contexto da comunicação envolve o Macroambiente, o Microambiente, a Empresa, a área de Marketing e a Comunicação.
A Comunicação Integrada
Envolve:
Formas:
· Propaganda
· Promoção
· Relações Públicas
· Marketing Direto
· Eventos
· Merchandising
· Sites
Interagindo com:
Meios:
· Televisão
· Cinema
· Rádio
· Revistas
· Jornais
· Outdoors
· Correio
· Telefone
· Internet
Esses dois vetores – formas e meios de comunicação – precisam estar coerentes dentro da mesma estratégia geral de comunicação, e devidamente sintonizados para alcançar os mesmos objetivos.
Por estratégia de comunicação entende-se de que maneira será utilizada a propaganda, a promoção , as relações públicas ou outra forma ao longo do tempo e nas palavras, como o jogo será jogado para atingir os objetivos propostos.
Com essa visão geral, é possível partir para o seu desdobramento ao definir a estratégia de criação ou a linha criativa da campanha. Por sua vez, ela deverá observar a proposta da estratégia de mídia para que ambas sejam elaboradas dentro de uma abordagem equilibrada..
Se for decidido o uso do rádio deverá ser utilizada a linguagem radiofônica que precisará estimular a imaginação dos ouvintes.
Se for o caso da televisão, pode-se contar com os sentidos da visão e audição para envolver as pessoas.
Não podemos esquecer da interatividade propiciada pela evolução tecnológica, como as telas touch screen de televisão e o sistema DVD, sistemas de computação ligados ao aparelho de televisão, ao telefone celular e uma série de outras novidades.
Na mídia impressa temos a beleza das cores e dos detalhes de uma revista ou o caráter informativo dos jornais, a dimensão dos outdoors.
Numa campanha integrada enquanto a propaganda cuida de elevar o recall da marca e a promoção de vendas de impulsionar as vendas, a assessoria de imprensa precisa estar ciente do que irá acontecer na campanha para poder enviar os press releases com textos que passem a mesma intenção das campanhas, isto é, o mesmo conteúdo da mensagem, mas dentro das suas características.
Os criativos irão procurar uma idéia-chave para desenvolver a sua linha de trabalho, conhecida como estratégia de criação que, por sua vez, dará uma unidade de campanha em todas as peças, devido à maior consistência do texto, da imagem e do som.
Assim sendo, objetivos, metas, estratégias e táticas se constituem nos quatro pontos-chave para elaboração de uma estratégia de comunicação integrada.
Ou seja, deverá existir uma equivalência entre estes quatro pontos do marketing com os de comunicação para que se possa elaborar um bom planejamento.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Material para aula de Produção em Áudio
Pessoal,
Nesse link está disponível um artigo sobre O RÁDIO COMO VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. Ele será discutido em sala de aula dentro do conteúdo que estamos vendo agora. Salvem, leiam e levem pra aula. Se forem imprimir, pensem nas árvores! Dá para reduzir para tamanho A5 e fazer frente e verso. Bons estudos!
Professora Agda Aquino
Nesse link está disponível um artigo sobre O RÁDIO COMO VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. Ele será discutido em sala de aula dentro do conteúdo que estamos vendo agora. Salvem, leiam e levem pra aula. Se forem imprimir, pensem nas árvores! Dá para reduzir para tamanho A5 e fazer frente e verso. Bons estudos!
Professora Agda Aquino
domingo, 1 de março de 2009
Para reflexão
De almas e negócios
BIA ABRAMO
Publicidade dirigida às crianças vende um desejo a quem não tem os meios para realizá-lo
UMA CRIANÇA , de cerca de oito anos, não sabe dizer o nome da fruta -uma manga- que tem na mão. A menina de menos de sete anos abre o armário e conta seus pares de sapatos: são mais de 30. O garoto descreve seu celular: "Tem foto, MP3, é bem básico". E demonstra surpresa de a repórter perguntar se esse celular "bem básico" é seu primeiro: "Não, é o terceiro...".
Essas são cenas de "Criança, a Alma do Negócio", documentário de Estella Renner que foi exibido na TV Cultura no dia 1º de janeiro deste ano, quando a emissora deixou de veicular propaganda dirigida às crianças no horário em que se concentra sua programação infantil (entre 8h e 19h20).
Embora seja possível ver o filme de Estela Renner na internet (www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&pid=40), é pena que não volte à programação justamente hoje, Dia Internacional da Criança no Rádio e na Televisão. A Cultura exibe uma programação especial, mas seria oportuno reexibir o documentário, como forma de retomar uma discussão importante sobre crianças e mídia.
Enquanto tramita no Congresso uma lei que, a exemplo do que ocorre em países desenvolvidos, pretende proibir publicidade dirigida diretamente às crianças, o mercado publicitário reage, ora deblaterando sobre "liberdade de expressão e censura", ora se antecipando à possível aprovação da lei no Congresso e tirando do ar, via o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, o Conar, propagandas que foram "longe demais".
O problema é que, como se vê em "Criança, a Alma do Negócio" ou observando uma criança diante da TV, toda publicidade vai longe demais, pois parte de um princípio perverso -vende-se um desejo para quem não tem os meios, nem a autonomia para realizá-lo. É antieducativa por excelência, a não ser que se considere, a sério, a possibilidade de o adestramento para o consumo substituir definitivamente a educação. E aí durma-se com um barulho desses.
Quanto à liberdade de expressão, vale citar artigo de duas juristas, Flávia Piovesan e Tamara Amoroso Gonçalves, publicado aqui mesmo na Folha, em 16/2, que põe um ponto final na tibieza dessa argumentação: "(...) Não há que confundir a publicidade e a liberdade de expressão. (...) Trata-se de um direito [a liberdade de expressão] assegurado às pessoas físicas, abrangendo a livre manifestação do pensamento político, filosófico, religioso ou artístico. O alcance de tal direito não compreende a publicidade -atividade que utiliza meios artísticos visando essencialmente a venda de produtos".
Postado pela professora Lourdinha Dantas
Texto publicado na edição de 1º.03.09 da Folha de São Paulo
BIA ABRAMO
Publicidade dirigida às crianças vende um desejo a quem não tem os meios para realizá-lo
UMA CRIANÇA , de cerca de oito anos, não sabe dizer o nome da fruta -uma manga- que tem na mão. A menina de menos de sete anos abre o armário e conta seus pares de sapatos: são mais de 30. O garoto descreve seu celular: "Tem foto, MP3, é bem básico". E demonstra surpresa de a repórter perguntar se esse celular "bem básico" é seu primeiro: "Não, é o terceiro...".
Essas são cenas de "Criança, a Alma do Negócio", documentário de Estella Renner que foi exibido na TV Cultura no dia 1º de janeiro deste ano, quando a emissora deixou de veicular propaganda dirigida às crianças no horário em que se concentra sua programação infantil (entre 8h e 19h20).
Embora seja possível ver o filme de Estela Renner na internet (www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&pid=40), é pena que não volte à programação justamente hoje, Dia Internacional da Criança no Rádio e na Televisão. A Cultura exibe uma programação especial, mas seria oportuno reexibir o documentário, como forma de retomar uma discussão importante sobre crianças e mídia.
Enquanto tramita no Congresso uma lei que, a exemplo do que ocorre em países desenvolvidos, pretende proibir publicidade dirigida diretamente às crianças, o mercado publicitário reage, ora deblaterando sobre "liberdade de expressão e censura", ora se antecipando à possível aprovação da lei no Congresso e tirando do ar, via o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, o Conar, propagandas que foram "longe demais".
O problema é que, como se vê em "Criança, a Alma do Negócio" ou observando uma criança diante da TV, toda publicidade vai longe demais, pois parte de um princípio perverso -vende-se um desejo para quem não tem os meios, nem a autonomia para realizá-lo. É antieducativa por excelência, a não ser que se considere, a sério, a possibilidade de o adestramento para o consumo substituir definitivamente a educação. E aí durma-se com um barulho desses.
Quanto à liberdade de expressão, vale citar artigo de duas juristas, Flávia Piovesan e Tamara Amoroso Gonçalves, publicado aqui mesmo na Folha, em 16/2, que põe um ponto final na tibieza dessa argumentação: "(...) Não há que confundir a publicidade e a liberdade de expressão. (...) Trata-se de um direito [a liberdade de expressão] assegurado às pessoas físicas, abrangendo a livre manifestação do pensamento político, filosófico, religioso ou artístico. O alcance de tal direito não compreende a publicidade -atividade que utiliza meios artísticos visando essencialmente a venda de produtos".
Postado pela professora Lourdinha Dantas
Texto publicado na edição de 1º.03.09 da Folha de São Paulo
Texto publicado na Folha de São Paulo de 1º.03.09
O fim do emprego
EMÍLIO ODEBRECHT
NOSSOS JOVENS universitários estão voltando às aulas. Isso me lembra que o principal desafio das instituições educacionais no mundo atual é oferecer aos estudantes a base que lhes permita transformar cada instante da vida profissional futura em uma oportunidade de aprendizado, de participação e de autodesenvolvimento, que é uma condição para o crescimento de cada um e das empresas às quais servirão.
Nesse sentido, as universidades precisam formar indivíduos críticos, capazes de conferirem riqueza, inovação e versatilidades às organizações que os atraiam, enquanto, simultaneamente, concretizam os planos de vida e de carreira que formularam para si próprios. Indivíduos que não tenham uma atitude passiva perante a própria história, porque o emprego e o salário cada vez mais deixarão de existir.
A nova economia não admite nem assalariados nem patrões. As empresas estão em busca de empresários dos conhecimentos, das habilidades e das competências que dominam, capazes de fazer acontecer, exercendo a liberdade com responsabilidade.
Isso significa que as oportunidades de trabalho estarão reservadas para quem tenha sido preparado não para obedecer ordens, mas para conquistar e satisfazer clientes e, como autêntico parceiro, se autorremunerar por meio de parte dos resultados que produzir.
Os resultados gerados têm que ser maiores do que as necessidades de sobrevivência da empresa e de quem os gerou, de modo que o excedente possa servir ao crescimento de ambos e à criação de novas oportunidades de trabalho, sedimentando ciclos de crescimento orgânico que se traduzam em processos contínuos de renovação de lideranças e de sucessão de gerações.
O que as organizações que atuam em ambientes negociais cada vez mais complexos e competitivos esperam é que seus futuros integrantes sejam preparados para ser protagonistas de atos e fatos que façam diferença, impulsionados pelas próprias forças e pela força das circunstâncias, com pensamento global e ação local, decidindo com eficácia e fazendo com eficiência, dotados de criatividade embasada no conhecimento e na intuição e de uma visão otimista do futuro.
Ao formar essa nova geração, nossas universidades atuarão como agentes de emancipação pessoal, estimuladoras da autonomia produtiva e vetores de uma nova consciência que refuta o tradicional conceito de emprego, altera o padrão de dependência do trabalhador perante o mercado e transcende as visões estreitas que preferem apostar no anacrônico conflito entre o capital e o trabalho.
Postado por Professora Lourdinha Dantas
EMÍLIO ODEBRECHT
NOSSOS JOVENS universitários estão voltando às aulas. Isso me lembra que o principal desafio das instituições educacionais no mundo atual é oferecer aos estudantes a base que lhes permita transformar cada instante da vida profissional futura em uma oportunidade de aprendizado, de participação e de autodesenvolvimento, que é uma condição para o crescimento de cada um e das empresas às quais servirão.
Nesse sentido, as universidades precisam formar indivíduos críticos, capazes de conferirem riqueza, inovação e versatilidades às organizações que os atraiam, enquanto, simultaneamente, concretizam os planos de vida e de carreira que formularam para si próprios. Indivíduos que não tenham uma atitude passiva perante a própria história, porque o emprego e o salário cada vez mais deixarão de existir.
A nova economia não admite nem assalariados nem patrões. As empresas estão em busca de empresários dos conhecimentos, das habilidades e das competências que dominam, capazes de fazer acontecer, exercendo a liberdade com responsabilidade.
Isso significa que as oportunidades de trabalho estarão reservadas para quem tenha sido preparado não para obedecer ordens, mas para conquistar e satisfazer clientes e, como autêntico parceiro, se autorremunerar por meio de parte dos resultados que produzir.
Os resultados gerados têm que ser maiores do que as necessidades de sobrevivência da empresa e de quem os gerou, de modo que o excedente possa servir ao crescimento de ambos e à criação de novas oportunidades de trabalho, sedimentando ciclos de crescimento orgânico que se traduzam em processos contínuos de renovação de lideranças e de sucessão de gerações.
O que as organizações que atuam em ambientes negociais cada vez mais complexos e competitivos esperam é que seus futuros integrantes sejam preparados para ser protagonistas de atos e fatos que façam diferença, impulsionados pelas próprias forças e pela força das circunstâncias, com pensamento global e ação local, decidindo com eficácia e fazendo com eficiência, dotados de criatividade embasada no conhecimento e na intuição e de uma visão otimista do futuro.
Ao formar essa nova geração, nossas universidades atuarão como agentes de emancipação pessoal, estimuladoras da autonomia produtiva e vetores de uma nova consciência que refuta o tradicional conceito de emprego, altera o padrão de dependência do trabalhador perante o mercado e transcende as visões estreitas que preferem apostar no anacrônico conflito entre o capital e o trabalho.
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